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Captação recorde via renda fixa  (...continuação)

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Desacumulação é

o maior desafio

 

 * Eder Carvalhaes

Desacumulação: parece palavrão, mas é  hora de se tentar fazer o dinheiro render mais do que quando o acumulador ainda ganhava salário. Temos feito um bom trabalho em levar as pessoas a acumular (poupar) — adesão automática, educação financeira, o  tremendo sucesso do esforço da Abrapp é mostra disso,  já desacumular, quase nada, nenhum apoio especialmente do mercado, perto de zero, zilt, traço.

 

No Reino Unido, menos de 25 % dos participantes de planos CD têm uma visāo clara sobre como usar a poupança que acumularam e mais de 70 % resgatam todo o dinheiro de uma vez só, sem ajuda profissional. Ou seja: estamos criando aposentados com um destino, mas sem GPS e o que já era difícil fica mais brutal com a longevidade — gastar tudo antes do tempo e deixar os anos finais da sua vida no escuro?​​

Tá mais do que na hora de pensar em otimizar a renda de aposentadoria, não só em poupar mais. Boa desacumulação é ter uma rota simples, segura, flexível — não um labirinto financeiro que  impede a pessoa de chegar no destino. Precisamos de estratégias que acompanhem a vida. O “administre sua renda de aposentadoria” funciona bem até a memória ficar falha, a visão ficar turva — e elas vāo, cedo ou tarde.

 

O papel fiduciário dos conselhos não é só investir com prudência; é garantir que o dinheiro se transforme em vida com dignidade. Transparência e apoio real: isso precisa estar no DNA dos fundos de pensão na fase de desacumulação.

 

Se não agirmos rápido, muitas vão chegar no fim da aposentaria com bolso vazio e muita ansiedade. Aqui não cabe choque: cabe clareza e responsabilidade.

 * EderCarvalhaes é Chief Pension’s Un-Booring Officer e Professional Provocatur

Reflexões rápidas sobre questões que estão na nossa agenda e propósitos

Segurança jurídica

é fundamental

 

 * Devanir Silva

A segurança jurídica é um pilar essencial para a boa gestão de nossas entidades.  Sem ela, torna-se difícil atrair e manter dirigentes qualificados, comprometidos com o futuro de milhões de participantes.


As EFPC são instituições que administram recursos de longo prazo, exigindo estabilidade normativa e regulatória. Quando há sobreposição de competências entre órgãos de fiscalização, instala-se um ambiente de incerteza. Nos últimos anos, a atuação direta do Tribunal de Contas da União (TCU) gerou forte apreensão no setor.


O TCU aplicou multas a dirigentes, mesmo em matérias cuja competência regulatória pertence à Previc. Esse movimento cria duplicidade de instâncias e insegurança quanto às responsabilidades de gestão. A consequência imediata é a inibição da atuação de atuais e futuros dirigentes.


Muitos questionam se vale a pena assumir cargos em entidades que podem punir sem clareza de regras. Esse cenário compromete a governança e a qualidade das decisões  estratégicas.

Dirigentes atuam sob constante risco de responsabilização pessoal, mesmo sem dolo ou má-fé.


Isso fragiliza o modelo de previdência complementar fechada, que depende de gestão responsável e autônoma. É necessário restabelecer a centralidade da Previc como órgão técnico regulador e fiscalizador. Somente assim será possível ter coerência e previsibilidade na aplicação de normas.


A interferência de órgãos alheios ao sistema gera desconfiança e paralisa iniciativas importantes. A segurança jurídica protege não apenas dirigentes, mas principalmente participantes e assistidos. Ela garante que os fundos sejam administrados com foco em longo prazo e não sob temor de sanções.


É urgente que o equilíbrio institucional seja preservado, evitando insegurança regulatória. O fortalecimento da Previc deve caminhar junto com a valorização da governança das EFPC. Somente com clareza de papéis e estabilidade normativa haverá ambiente propício à inclusão e sustentabilidade do sistema.

 * Devanir Silva é Diretor-Presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar -  ABRAPP

Reflexões rápidas sobre questões que estão na nossa agenda e propósitos

Pensando bem ... #4

Ele falou: “Se for uma comédia, entre caindo sobre a cadeira. Se for um drama, chute a cadeira para longe. Use a dificuldade!”

Eu levei isso para o resto da vida. Qualquer coisa ruim que aconteça, você tem que usar a dificuldade. Não há nada tão ruim que você não possa usar a dificuldade.

Se você usar a seu favor uma fração de 1% das dificuldades, você estará na dianteira. Você não deixou aquilo te derrubar. Essa é minha filosofia de vida.

Pensando bem ... os fundos de pensão seriam lugares incríveis se todos os seus conselheiros usassem a dificuldade para levar suas organizações ao futuro ...

Previdência não combina com pressa

Por Vinicius Narcizo*

Ainda somos, no Brasil, reféns de um vício que custa caro: o imediatismo. Queremos resultados rápidos, ganhos fáceis e sem riscos de preferência, e rentabilidades de vitrine. Essa mentalidade, tão presente nas finanças pessoais e até no debate público, é tudo o que a previdência não precisa. E nós, que fazemos parte desse setor, sabemos bem disso.

A previdência é o antônimo da pressa. Quando o propósito é garantir renda para daqui a 10, 20, 30 anos ou mais, olhar apenas o desempenho do mês passado é como “dirigir olhando pelo retrovisor”, termo muito utilizado no mercado. Nosso papel, como gestores e técnicos, é justamente reforçar essa cultura de longo prazo, mesmo quando o mercado insiste em testar a paciência do participante de um plano de previdência.

Os dados confirmam o que a experiência já mostrou: perfis de investimento voltados ao longo prazo superam os conservadores porque atravessam diferentes ciclos da economia e aproveitam melhor oportunidades de valorização, em ações, títulos indexados à inflação de vencimentos mais longos e fundos multimercado, por exemplo. Ainda assim, vemos participantes que trocam de perfil a cada oscilação, interrompem ou reduzem contribuições nas quedas momentâneas ou perseguem rentabilidades “da moda”. Esse comportamento revela uma falha que o setor precisa enfrentar: a educação financeira ainda não chegou de forma estruturada à base da população.

A intenção não é simplificar o debate nem atribuir as escolhas dos participantes exclusivamente à falta de educação financeira. É preciso reconhecer que fatores como renda insuficiente, instabilidade econômica recorrente, baixa confiança nas instituições e até o excesso de informações desencontradas também influenciam fortemente as decisões financeiras. Como nem tudo está sob nosso controle, é preciso direcionar os esforços para aquilo em que realmente podemos contribuir nesse momento.

O desafio é cultural, mas está em nossas mãos ajudar a superá-lo. Informação, consistência e transparência são os melhores antídotos contra a pressa. Afinal, a previdência existe para trazer bem-estar hoje e proteger o amanhã e cabe a nós garantirmos que essa mensagem continue clara, mesmo quando o imediatismo grita mais alto.

*Vinicius Narcizo é diretor de Investimentos e Finanças da Vexty

Texto Jarbas para Jorge Wahl

 

A previdência complementar fechada vem alcançando grande sucesso ao longo de sua trajetória e, em especial, nos últimos anos. Ainda assim, estamos todos conscientes de que é preciso avançar para que nosso sistema ocupe plenamente o lugar que deve — e precisa — ocupar no país.

Entre nossas prioridades está a necessidade permanente de preparar os profissionais que atuam no setor. A previdência complementar possui características próprias e está em constante evolução. Essa realidade é positiva, considerando as demandas de um mundo em transformação. Ao mesmo tempo, aumenta a necessidade de contar com pessoas cada vez mais qualificadas, não apenas do ponto de vista técnico, mas também no que diz respeito a temas essenciais como ética e governança.

Esse foi um dos objetivos que motivaram a criação da UniAbrapp, que, em 11 anos, já atraiu mais de 51 mil participantes para seus cursos e treinamentos. Mas é preciso ir além. Desde os estagiários até os dirigentes das fundações, todos precisam estar plenamente preparados para que nossa missão seja cumprida: proporcionar aos participantes uma qualidade de vida adequada, condizente com a poupança construída ao longo de tantos anos.

Em sintonia com o planejamento estratégico da Abrapp — “Previdência Complementar para Todos” e “Ressignificar a Previdência” —, a UniAbrapp avança para um novo e empolgante desafio: ser partícipe e muitas vezes protagonista na ampliação e na democratização da educação financeira e previdenciária em todo o país.

Ao lado da Abrapp, do Ministério da Previdência, de entidades do setor, universidades, escolas e organizações representativas, a UniAbrapp tem participado de iniciativas e projetos que impulsionam uma nova visão de futuro para a previdência complementar. O cenário é fértil, transformador e repleto de oportunidades.

E você é nosso convidado a fazer parte dessa jornada.

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Fonte: WIX
 

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