
Sexta-feira, 20 de fevereiro
Só informações estratégicas de interesse dos dirigentes de fundos de pensão. Aqui o leitor encontra a essência, para se informar melhor deve buscar a notícia completa nas fontes primárias apontadas
através dos links fornecidos ao final para leitura na íntegra, sendo que
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Publicação sem caráter comercial e de natureza
puramente associativa.
Editor: Jorge Wahl. Digital: Tom Cândido.
apoio

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Janeiro
recorde
FIDCs e notas comerciais constroem a maior
captação no mês desde 2012
As ofertas no mercado de capitais somaram R$ 59,9 bilhões em janeiro, o maior volume para o mês na série histórica da Anbima, iniciada em 2012. O valor, puxado pela renda fixa, representa um aumento de 30,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.
As debêntures atingiram R$ 26,9 bilhões, 5,8% abaixo do patamar contabilizado em janeiro de 2025. A maior parte dos recursos captados foram destinados para investimentos em infraestrutura (41,4%) e gestão ordinária (28,2%). O prazo médio dos papéis alcançou 7,3 anos.
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Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), que também são considerados uma porta de entrada, também registraram um patamar inédito para janeiro: R$ 7,0 bilhões. O montante é quase o dobro –alta de 98,6%-- do registrado no mesmo período de 2025.
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“É interessante notar o desempenho neste início de ano desses instrumentos –notas comerciais e FIDCs-- que atendem também empresas de menor porte, evidenciando o leque de opções no mercado de capitais para atender as necessidades de financiamento das companhias de diversas características e portes”, afirma Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.
​​Fontes : Anbima +
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EFPCs : Com queda dos juros déficits em planos preocupam a Previc​​
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Em matéria publicada com destaque em sua edição digital e na primeira página da impressa, o maior jornal de economia, finanças e negócios do País diz hoje (20) ser preocupante para a Previc o fato de que 233 planos de previdência complementar fechada, de um total de 1.129, acumulavam déficit de R$ 28 bilhões em setembro de 2025, últimos números disponíveis. A noticia informa também que já há atualmente 199 planos de equacionamento de déficit (PED) em 89 EFPCs, alguns dele consumindo uma parte expressiva da renda do participante e causando por isso comoção.
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Alcinei Rodrigues, Diretor de Normas da Previc, avalia ser a concentração de 86% das carteiras em renda fixa, em sua quase totalidade títulos públicos, uma "aberração", até porque nas entidades menores esse percentual é ainda maior. Segundo ele, os juros elevados preservarão um certo conforto pelos próximos dois anos, mas aconselha que as entidades não percam tempo e comecem tão logo possível a desconcentrar. Se demorarem muito, o mercado irá se antecipar e as melhores oportunidades de investimento, talvez em renda variável, terão sido perdidas.
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Enfim, é preciso começar ainda neste ano para desconcentrar gradualmente. "Fundos de pensão não dão cavalo de pau. São transatlânticos que se movem lentamente", observa.
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Alcinei observa que com tal concentração, nesse nível inexistente no Mundo, as EFPCs perderam expertise, que precisará ser reconquistada.
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Devanir Silva, presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), frisa na matéria a diferença entre os déficits do setor, divididos entre estruturais e conjunturais, causados por queda nas ações, por exemplo. Para ele, cerca de R$ 28 bilhões nos dois tipos não colocam em risco o sistema, que tem patrimônio líquido total de R$ 1,4 trilhão. “Não tem outro caminho a não ser equacionar e uma solução não pode ser postergada, quando extrapola os limites previstos na Resolução CNPC 30/2018 [que determina critérios para a apuração e destinação de resultados], mas não é algo que tire a estabilidade do sistema.” Hoje são 264 entidades fechadas e 1.129 planos, conforme o Ministério da Previdência.
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Giancarlo Germany, presidente do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), também afirma que o sistema está em equilíbrio e com previsibilidade na rentabilidade por causa da grande parcela em títulos públicos. Ele explica que o aumento na expectativa de vida é um risco que não está precificado para as contas dos fundos de pensão e vai demandar medidas para não criar déficit. Porém, a velocidade em que esse crescimento vai acontecer é desconhecida. “No fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, houve uma migração dos planos BD para os individuais, os CDs e CVs, que não foram bem desenhados”, recorda ele. “Esses participantes agora estão chegando à fase de aposentadoria sem volume suficiente para se aposentar, falta cobertura previdenciária.”
Germany diz que outros países estão buscando um novo modelo que seja sustentável, mas poucos chegaram a uma conclusão. A ideia é encontrar um padrão intermediário entre BDs e CDs, em que o risco seja compartilhado entre empresas e empregados. No Brasil, também há um debate em torno da contratação de resseguradoras, com prêmios de risco pagos coletivamente para que o plano tenha cobertura em caso de déficit por aumento de longevidade. Outra opção seria, em vez de devolver dinheiro aos participantes em caso de superávits, usar o dinheiro para uma reserva em caso de problemas. “
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A matéria é longa e traz muitos detalhes, motivo pelo qual recomendamos aos assinantes do jornal a sua leitura na íntegra em Com corte de juros, déficit de R$ 28 bi de fundações preocupa | Finanças | Valor Econômico
Ao lado dessa primeira matéria, o mesmo jornal publica uma segunda onde diz que, de acordo com levantamento da Mercer, são poucas as chances de os gestores de carteiras de entidades fechadas iniciem tão já o movimento de desconcentração, na direção da renda variável. “Os gestores pensam em garantir o feijão com arroz, mas há uma dicotomia entre o longo prazo, que pede diversificação, e o momento atual de se manter conservador diante do juro alto”, alerta Maurício Martinelli, diretor de investimentos da consultoria.
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A fatia dos planos com perfil superconservador subiu de 38%, no levantamento de 2025, para 47% na edição de 2026.
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O Diretor-presidente da Abrapp, Devanir Silva, aparece também nesta segunda matéria, afirmando que a migração para o risco ainda vai ser gradual. De acordo com ele, da fatia em renda fixa, 68% estão em títulos públicos federais de longo prazo, com vencimento acima de cinco anos. “Com a perspectiva de redução das taxas de juros, os gestores já começam a olhar para opções com maior risco, mas não vislumbro mudanças abruptas ou movimentos expressivos.”
Recomendamos aos assinantes do jornal a leitura na íntegra também dessa matéria em Fundos de pensão planejam aumentar fatia da renda fixa | Finanças | Valor Econômico
Evento vai mostrar
a Resolução 62 da teoria à prática
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A Resolução CNPC nº 62/2024, aquela que estabelece novas regras para a gestão administrativa, fundos, orçamento e governança das entidades fechadas, será objeto de um evento estruturado pela Abrapp/UniAbrapp para apoiar as EFPCs na transição do campo teórico para uma implementação prática, consistente e alinhada aos objetivos institucionais.
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Vai acontecer na próxima segunda-feira, às 15 horas, no canal da Abrapp no YouTube,
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Durante o webinar, serão apresentados, de forma objetiva, caminhos para aplicar a norma no dia a dia, com ênfase na integração entre governança e estratégia, no uso de ferramentas de apoio e em direcionamentos que facilitem a tomada de decisão e a conformidade regulatória.
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Fontes: Blog Abrapp em Foco +
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Superinteligência artificial pode deixar até os CEOs sem trabalho, prevê fundador da OpenAi​
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O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que nem mesmo os altos executivos como ele estarão protegidos do avanço da inteligência artificial, que poderá em breve desempenhar melhor do que qualquer um deles o trabalho de comandar uma grande companhia.
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“A superinteligência de IA, em algum momento de sua curva de desenvolvimento, seria capaz de fazer um trabalho melhor como CEO de uma grande empresa do que qualquer executivo, certamente eu”, declarou Altman durante participação no AI Impact Summit, em Nova Déli, na Índia.
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E esse momento pode não estar longe. “Na nossa trajetória atual, acreditamos que podemos estar a apenas alguns anos das primeiras versões de uma verdadeira superinteligência”, disse ele para surpresa da plateia.
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Pesquisa aponta motivos
para troca de emprego
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A falta de oportunidades para evolução profissional nas empresas (26%) é a principal razão da estagnação no trabalho, segundo o relatório “People at Work 2025”, um estudo global da ADP Research.
O levantamento mapeou também que a falta de desejo para dar novos passos (10%), a percepção de que o nível de educação formal está aquém do exigido para a posição seguinte (9%) e medo de fracassar (5%) são outros fatores que resultam na percepção de falta de perspectiva de crescimento no trabalho. Os assinantes do jornal podem ler a matéria na íntegra em Falta de plano de carreira faz profissionais mudarem de emprego | Carreira | Valor Econômico
Fontes : Infomoney + Tec Mundo + Olhar Digital + Valor +​
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Resseguro é destaque em 2026​​
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Em um momento em que o mercado brasileiro de seguros e resseguros volta ao centro das discussões sobre financiamento de infraestrutura, transição climática e estabilidade macroeconômica, o 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, que acontece nos dias 19 e 20 de maio, marca a retomada de um dos principais fóruns estratégicos de transferência de riscos da América Latina. Organizado pela Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), em parceria com a Confederação Nacional das Seguradoras(CNseg).
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A programação prevê painéis sobre riscos climáticos e eventos extremos, instrumentos alternativos de transferência de risco — como cat bonds —, ambiente regulatório, cenário geopolítico e perspectivas de capital internacional para o Brasil.
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Fontes: Sonho Seguro + Revista Apólice +​
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​Leia aqui na íntegra algumas das matérias publicadas em suas fontes originais :
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Com corte de juros, déficit de R$ 28 bi de fundações preocupa | Finanças | Valor Econômico
Fundos de pensão planejam aumentar fatia da renda fixa | Finanças | Valor Econômico
​Webinar CNPC nº 62/2024 na Prática acontece dia 23 de fevereiro – Blog Abrapp Em Foco
Superinteligência surgirá em alguns anos e nem CEOs serão poupados, diz Sam Altman
CEO da OpenAI adverte em relação à 'superinteligência'; confira | Software
‘Super IA’ chega em 2028, diz CEO da OpenAI no AI Summit - Olhar Digital
Resseguro volta ao centro do debate com retomada do Encontro do Rio em 2026 - Sonho Seguro
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