O que diz a ...

MÍDIA

apoio

Sexta- feira,  23 de outubro  -  Entregue até 8h 30 min.

Newsletter com um olhar estratégico para a leitura  de diretores e conselheiros da Abrapp, Sindapp,  ICSS e UniAbrapp, trazendo uma síntese com  a essência das informações de interesse encontradas nas mais variadas mídias. Recomendamos ao leitor desejoso de obter mais detalhes procurá-los nas fontes originais das notícias aqui resumidamente publicadas.

Reflexões à luz do que os últimos dias nos mostraram

Reflexões à luz do que nos ensinaram os últimos dias

Reflexões à luz do que os últimos dias nos ensinaram

RH

Desemprego é maior entre os 50+

 

Apesar das iniciativas das empresas mais conscientes, os mais idosos continuam sendo os que mais sofrem.

 

Apesar do maior espaço que as empresas mais conscientes começam a abrir para os trabalhadores 50+ em seus processos de treinamento e seletivos, conforme publicamos ontem (22) aqui no O que Diz a Mídia, os dados mais gerais do mercado de trabalho  mostram que os mais idosos continuam entre os mais atingidos pelo desemprego

Pesquisas que medem o comportamento do mercado de trabalho, relata o portal  6 MINUTOS,  já detectaram  que a redução de emprego para idosos se acentuou durante a pandemia.“ Já havia preconceito com o idoso no mercado de trabalho: eram vistos como frágeis ou incapazes de exercer algumas atividades. A pandemia acentuou isso, porque agora eles fazem parte do grupo de risco, precisam de isolar”, diz o sociólogo Ian Prates, do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que o emprego formal começou a se recuperar em junho para os não-idosos. Entre os maiores de 60 anos, entretanto, o saldo de empregos formais continua negativo.

Evento on-line realizado ontem pelo jornal O ESTADO DE S. PAULO reuniu vários especialistas.  Para os entrevistados, é por conta da longevidade que precisamos falar sobre lifelong learning, o aprendizado ao longo de toda a vida. “O maior bem que nós temos em qualquer país é o material humano. Hoje nós estamos envelhecendo rápido (14% da população tem mais de 60 anos) e, se você não aprender sempre, vai ficar obsoleto”, disse Alexandre Kalache, médico gerontólogo, especialista em envelhecimento ativo e presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-Brasil), 

“Você precisa continuar aprendendo ao longo da vida para continuar viável no mercado de trabalho. Após os 60 anos, você ainda pode ter três décadas de vida pela frente. Precisamos fazer com que esse material humano contribua para a sociedade, transformar a discussão da longevidade em um grande recurso que hoje é pouco explorado, não apenas no Brasil, mas no mundo”, afirma Kalache.

Mas as demissões aconteceram em todas as idades, não? Sim, mas para os idosos as demissões foram muito mais intensas que entre outras faixas etárias. De março a junho, as demissões entre idosos subiram 25,1% em relação a igual período de 2019. Entre os não-idosos, o aumento foi de apenas 0,9%.

A Pnad também captou esse movimento desfavorável aos idosos? Sim. O número de desocupados maiores de 60 anos subiu de 338 mil no quarto trimestre de 2019 para 360 mil no segundo trimestre de 2020.

 

Isso acontece em primeiro lugar porque esse grupo de trabalhadores pertence a um dos grupos de risco, os idosos acabam sendo os primeiros a serem afastados pelas empresas, que precisaram enxugar custos para se manter em atividade na pandemia. “Eles acabaram sendo preteridos em relação aos mais jovens. Existe um custo trabalhista de contratação que é mais pesado para os idosos. Fora isso existe o preconceito de que eles não se adaptam, que têm dificuldade com tecnologia”, afirmou Prates.

Também não ajuda o fato de 70% dos idosos estarem empregados no setor de serviços, o mais afetado pela pandemia e o último a se recuperar. Outro motivo, segundo o pesquisador Daniel Duque, do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), é que muitos idosos podem ter deixado a força de trabalho porque preferiram evitar o risco de pegar coronavírus.

RH 2

Governo simplifica  eSocial e normas trabalhistas

Na condição de empregadores nos interessa saber que o  governo anunciou nesta quinta-feira, 22, medidas de desburocratização para a área trabalhista. Chamado de Descomplica Trabalhista, o pacote inclui mudanças no eSocial , programa em que são prestadas informações ao governo por empregadores, a revisão de uma norma de segurança do trabalho para o setor agrícola (NR31) e a revogação de 48 portarias da área consideradas obsoletas.

A notícia é do portal UOL e dos jornais O GLOBOO ESTADO DE S. PAULO e FOLHA DE S. PAULO, entre outras mídias.

De acordo com o Ministério da Economia, as mudanças no eSocial simplificam o preenchimento e eliminam campos desnecessários. A pasta diz que o novo formato atende reivindicações do setor produtivo sem prejudicar a manutenção das informações.

o número do CPF  passará a ser a única identificação do trabalhador no eSocial. Com isso, o empregador ficará dispensado de fazer referência a outros números cadastrais como PIS e Pasep.  Também foram excluídos os pedidos de informações que já constam nas bases de dados do governo federal, como os números do RG  e CNH. 

Modelo chileno

Chile vai às urnas mas previdência não deve mudar logo

Pela importância que o chamado "modelo chileno" assumiu para alguns no debate travado sobre o futuro da previdência no Mundo, a notícia a seguir do VALOR ECONÔMICO interessa aos  nossos leitores: O Chile vai às urnas no domingo para um plebiscito no qual deve decidir se quer ou não uma nova Constituição, que substituiria a de 1980, escrita ainda no regime de Augusto Pinochet. Apesar da pressão recente por mudanças no modelo econômico, com uma maior presença protetiva do Estado,  a expectativa é que não haja alterações profundas em saúde, educação ou Previdência no curto prazo.

O plebiscito de domingo é resultado dos intensos protestos que eclodiram em 2019 por mais benefícios sociais. O Chile é o segundo país mais desigual do continente, atrás só do Brasil, segundo o World Inequality Database, projeto que tem o economista francês Thomas Piketty como um dos criadores. Mas a nova Constituição definirá princípios, e não políticas públicas”, afirma Leandro Lima, da consultoria Control Risks. “Uma mudança de 180 graus no Chile como resultado do processo constitucional é improvável. Isso porque há mecanismos de mitigação para impedir isso, como a necessidade de cada novo artigo ser aprovado por dois terços dos membros da constituinte.”

Assim, Lima crê que a Previdência chilena continuará baseada no sistema de capitalização, mas pode contar com maior aporte do Estado para a aposentadoria dos mais pobres.

Os dois principais jornais chilenos, o LA NACION  e o EL MERCURIO  trazem uma informação fornecida pelo chanceler  Andrés Allamand, segundo quem neste domingo os chilenos que vivem no exterior poderão contar com 116 locais de votação em 65 países.

 

Investimentos

Ferrovias vão atrair investimentos e dobrar de importância

 

Para investidores com perfil de longo prazo e vistos por muitos como vocacionados para a infraestrutura, aos fundos de pensão pode parecer recomendável estarem atentos a uma forte mudança que está para acontecer no modelo de transportes de mercadorias no País.  Entrevistado pela AGÊNCIA BRASIL e pelo portal MONEY TIMES, O secretário Nacional de Transportes Terrestres  do Ministério da Infraestrutura,  Marcello Costa, falou sobre os planos  em andamento de  ampliação e renovação da malha ferroviária brasileira, além das estratégias de financiamento e impulsionamento da economia por meio de melhorias logísticas.

Ambientalmente equilibrados, os trens de carga são tidos como o melhor custo-benefício energético para países de grandes dimensões. Segundo números do Ministério da Infraestrutura, o Brasil conta com apenas 15% de participação do transporte ferroviário no tráfego de grandes volumes de mercadoria e insumos no país. O plano atual  compreende o período entre 2018 a 2025 e prevê mais do que dobrar a participação do modal ferroviário. “O objetivo é chegar a 31, 32% de participação ferroviária na logística brasileira”, afirma Costa.

O Ministério da Infraestrutura planeja entregar em 2021 uma revisão do planejamento, que trará cenários revisados até 2035. Costa prometeu que o governo entregará, antes do fim do atual mandato, as metas de evolução do setor até 2050.

Selic fica em 2% até o final do ano -  O cenário de incerteza elevada sobre os rumos da economia brasileira deve fazer com que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantenha a taxa básica de juros inalterada na próxima semana. Essa avaliação é unânime entre as 76 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo jornal VALOR ECONÔMICO, que também esperam a manutenção da Selic na reunião de dezembro do colegiado, a última de 2020.

 

Para o próximo ano, as projeções para a taxa básica se mostram bastante dispersas, mas há um consenso, compartilhado com o próprio BC, de que a rota a ser trilhada para os juros depende da situação fiscal. Para 2021 a mediana das estimativas de 75 analistas ouvidos ficou em 2,75% para dezembro do próximo ano, mas a moda indica a taxa básica em 2%. A hipótese de juros parados ao menos até o fim de 2021 é defendida por 22 instituições.

Vivest distribui superávits -  A Vivest,  informou aos participantes do subplano BSPS do PAP/Fundação CESP a distribuição de superávit relativo ao ano de 2019, informam o BLOG PLANTÃO ABRAPP  e o  portal da revista INVESTIDOR INSTITUCIONAL.

 

Sem se referir a valores, a entidade esclareceu que a nova  distribuição será  adicional ao valor daquela relativa ao  superávit de 2018 e de 2017. 

Proteção dos Dados

Funpresp-Jud lança série no Youtube sobre a LGPD

PORTAL DA FUNPRESP-JUD informa ter a entidade lançado ontem (22) em seu canal no  Youtube uma série sobre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Serão no total cinco episódios, naturalmente voltados para fornecer aquelas informações que se imagina serem as mais demandadas pelos participantes

 

Durante a série também será possível saber como a Funpresp-Jud administra os dados dos participantes e conhecer algumas ações que foram realizadas pela Fundação para garantir o cumprimento da lei. Os episódios serão postados até o dia 19 de novembro, sempre às quintas-feiras, às 16 horas.

Assista aqui ao primeiro episódio:  https://www.youtube.com/watch?v=r7OlqNeiw_o

Tributação

Receio de elevação da alíquota do ITCMD movimenta a Justiça

Como as vezes somos incomodados por uma ou outra iniciativa  nessa esfera da tributação, vale estarmos atentos a essa notícia dos jornais  VALOR ECONÔMICO  e FOLHA DE S. PAULO: Há uma possibilidade de o Estado de São Paulo aumentar a alíquota de ITCMD de 4% para 8% e isso tem deixado mais aquecido o mercado de planejamento sucessório. Advogados dizem que as famílias estão antecipando doações e heranças para não correrem o risco de pagar um impostos maior. O aumento está previsto no Projeto de Lei (PL) nº 250, deste ano. 

Tramita no Senado, ainda, uma resolução para aumentar a alíquota de ITCMD para uma faixa de 8% a 20%, diz Daniel Bucar, professor do IBMEC e sócio do Bucar Marano Advogados. Ainda assim o jornal chama a atenção para o fato de que as alíquotas cobradas pelos Estados brasileiros estão entre as mais baixas do mundo. Alguns cobram até 8% - o patamar a que São Paulo pode chegar. Ainda é pequeno se comparado, por exemplo, com o Reino Unido, onde o tributo sobre a herança é de 40%, ou com a França, que cobra 60%.

Sem esquecer que  o STF começa a julgar hoje se os Estados podem cobrar ITCMD sobre doações e heranças de bens no exterior.

Saúde

Planos odontológicos reagem mais que os médico-hospitalares

O assunto pode interessar, ainda que indiretamente,  aos dirigentes de entidades que atuam na área da saúde: O segmento de planos exclusivamente odontológicos registrou crescimento de mais de 1 milhão de beneficiários no período de 12 meses encerrado em agosto deste ano. Houve um crescimento de 4,1% na variação anual, sendo que com isso o contingente de usuários subiu para 25,8 milhões de pessoas, registra o PORTAL DO INSTITUTO DE ESTUDOS DE SAÚDE SUPLEMENTAR - IESS.

O resultado foi fortemente impulsionado pela contratação de planos empresariais, especialmente no Sudeste do País. Entre agosto de 2020 e o mesmo mês do ano anterior, 1,1 milhão dos novos contratos são do tipo coletivo, seja empresarial ou por adesão. O que representa um avanço de 5,4%. 

setor de planos médico-hospitalares registrou alta de beneficiários pelo segundo mês consecutivo após sucessivas quedas em função da pandemia do novo Coronavírus. Com a leve retomada, o segmento passou a contar com 46,911 milhões de pessoas, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ainda inferior ao registrado no mês de março desde ano, quando ultrapassou a marca dos 47 milhões.

Seguradoras

Apenas 30% das seguradoras atendem em tempo real e big techs preocupam

Estudo  "World Insurtech Report" mostra que apenas 30% das seguradoras  se vê pronta a oferecer respostas em tempo real para os seus steakholders. Ao dar a notícia, o portal REVISTA APÓLICE registra que para as companhias de seguros 5 pontos são fundamentais: : responder em tempo real; ter processos à prova de crise; atender on demand ou como utility; ter parceiros com visão abrangente; e experiência digital.

Acima de tudo, preocupa as seguradoras se prepararem para a chegada das  Big Techs, que não estão assim tão longe do mercado brasileiro, “A Amazon já faz sua prova de conceito na Índia, que tem um panorama bem diverso. As montadoras já vendem carro com o seguro como um serviço”, ressalta o especialista Roberto Ciccone,  É preocupane porque  toda a operação das Big Techs é exponencial e quando elas começarem a atuar no setor, é possível que as seguradoras que não se prepararem não consigam reagir ao tsunami.