
Quinta-feira, 15 de outubro
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EFPCs mostram
a sua força
Os ativos dos fundos de pensão crescem 82% em 10 anos
e podem chegar a R$ 1,5 trilhão em 2026, com a Abrapp
trabalhando com cenários de rentabilidade de até 14,7% neste ano
Tradicionalmente realizada alguns dias antes de nosso maior evento anual, a entrevista coletiva concedida ontem pela ABRAPP à imprensa, tão perto da abertura do 47º CBPP, mostrou que os ativos das entidades fechadas de cresceram cerca de 82% em termos nominais nos últimos dez anos, passando de R$ 790 bilhões, em 2016, para R$ 1,438 trilhão em junho de 2026. O volume equivale atualmente a cerca de 11% do PIB brasileiro.
“Quando olhamos uma série de dez anos, fica mais clara a dimensão que a previdência complementar fechada alcançou no Brasil. É um patrimônio formado para garantir benefícios no longo prazo, mas que também tem um papel relevante na economia brasileira. Esse crescimento mostra a solidez do sistema e, ao mesmo tempo, aumenta nossa responsabilidade de ampliar a cobertura e levar a proteção previdenciária a uma parcela maior da população”, afirmou Devanir Silva (foto), diretor-presidente da Abrapp.
A carteira de investimentos das EFPC somava R$ 1,362 trilhão em junho último, com uma concentração crescente em renda fixa. A modalidade representava 86,1% das alocações, ou seja R$ 1,173 trilhão, ante 85,2% no encerramento de 2025, 82,9% em 2024 e 75,7% em 2021.
Do total aplicado em renda fixa, R$ 264,1 bilhões estavam em títulos públicos e R$ 900,7 bilhões em fundos de investimentos classificados no segmento. No sentido oposto, a participação da renda variável recuou de 15,8% da carteira em 2021 para 6,7% em junho de 2026. Ao final do primeiro semestre, eram R$ 91,3 bilhões nessa classe de ativos, dos quais R$ 55,7 bilhões aplicados diretamente em ações.
“A previdência complementar trabalha com horizontes de décadas, e isso exige disciplina na gestão dos recursos. A elevada participação da renda fixa reflete as condições atuais de mercado e a necessidade de buscar uma relação adequada entre retorno, risco e os compromissos de longo prazo dos planos. Mesmo em cenários de maior volatilidade, o foco permanece na segurança e na sustentabilidade dos benefícios”, afirma Devanir.
Ativos dos fundos de pensão podem chegar a R$ 1,51 trilhão em 2026, com resultado positivo de R$ 33 bilhões. Para o encerramento de 2026, a Abrapp estima que os ativos das entidades fechadas de previdência complementar possam alcançar R$ 1,51 trilhão. Para a rentabilidade, o Consolidado Estatístico trabalha com três cenários, que variam principalmente de acordo com o comportamento da renda variável: 11,70% no Cenário I, 14,00% no Cenário II e 14,77% no Cenário III.
No Cenário II, utilizado como referência pela Associação, a rentabilidade de 14% estaria associada a um superávit estimado em aproximadamente R$ 52 bilhões e déficit de R$ 19 bilhões, resultando em uma diferença positiva da ordem de R$ 33 bilhões. Nos demais cenários, essa diferença poderia variar entre R$ 28 bilhões e R$ 37 bilhões, acompanhando as diferentes hipóteses de rentabilidade da carteira.
A expectativa para o encerramento do ano reforça uma evolução que já aparece nos números do primeiro semestre. Em junho, 415 planos apresentavam superávit acumulado de R$ 41,4 bilhões, enquanto 184 registravam déficit de R$ 22,2 bilhões. Em 2024, os superávits somavam R$ 21,6 bilhões e os déficits, R$ 30,5 bilhões, indicando uma melhora relevante do quadro nos últimos dois anos.
Outro indicador da solidez do sistema é o índice de solvência dos planos de Benefício Definido (BD), que alcançou 102% em junho de 2026, considerando a média ponderada dos planos.
“Trabalhamos com diferentes cenários porque o comportamento dos mercados ainda pode influenciar os resultados até o final do ano. No cenário de referência, projetamos rentabilidade de 14%, ativos da ordem de R$ 1,51 trilhão e uma diferença positiva entre superávits e déficits próxima de R$ 33 bilhões. Somados ao índice de solvência acima de 100%, são números que demonstram a robustez e a maturidade alcançadas pela previdência complementar fechada, com entidades estruturadas, governança consolidada e gestão profissional de recursos destinados primordialmente ao pagamento de benefícios”, afirma Devanir Silva, diretor-presidente da Abrapp.
Os dados do primeiro semestre também mostram uma posição favorável no equilíbrio dos planos. Em junho de 2026, 136 EFPC, reunindo 415 planos, apresentavam superávit acumulado de R$ 41,4 bilhões. No mesmo período, 84 entidades, com 184 planos, registravam déficit de R$ 22,2 bilhões. Isso significa que, entre os planos registrados nessas duas situações, havia mais de dois planos superavitários para cada plano deficitário.
A evolução também é positiva na comparação histórica recente. O volume de superávits passou de R$ 21,6 bilhões em 2024 para R$ 38,3 bilhões em 2025 e R$ 41,4 bilhões em junho de 2026. No mesmo intervalo, os déficits recuaram de R$ 30,5 bilhões em 2024 para R$ 20,9 bilhões em 2025, situando-se em R$ 22,2 bilhões no primeiro semestre deste ano.
“Os números mostram uma evolução importante do sistema. Temos hoje um número significativamente maior de planos em situação superavitária e, quando olhamos para os déficits, observamos que a maior parte está concentrada em um grupo bastante reduzido de planos. É importante analisar essas situações individualmente, porque superávits e déficits refletem realidades atuariais específicas. O conjunto dos dados, no entanto, reforça a solidez e a maturidade alcançadas pela previdência complementar fechada”, afirma Devanir.
Sistema alcança 8,4 milhões de pessoas - Além da dimensão financeira, a previdência complementar fechada alcança aproximadamente 8,4 milhões de pessoas, considerando participantes ativos, dependentes e assistidos. São cerca de 3,27 milhões de participantes ativos, 4,21 milhões de dependentes e 873 mil assistidos.
Entre os participantes ativos, 63,56% são homens e 36,44% mulheres. A maior concentração está entre 35 e 54 anos: somados homens e mulheres, esse grupo corresponde a 57,15% dos participantes da amostra analisada. Entre os aposentados, 71,76% são homens e 28,24% mulheres. Já entre os beneficiários de pensão, a relação se inverte: 90,4% são mulheres e 9,6% homens.
A composição do sistema também revela diferenças entre as modalidades. Os planos de Contribuição Definida (CD) representam 47% dos planos e 47% da população, enquanto os planos de Benefício Definido (BD), apesar de corresponderem a 25% dos planos e 22% da população, concentram 54% dos ativos. Os planos de Contribuição Variável (CV) representam 28% dos planos, 31% da população e 30% dos ativos.
Em 2025, as entidades pagaram R$ 82 bilhões em benefícios. A aposentadoria programada teve valor médio mensal de R$ 8.261; a aposentadoria por invalidez, R$ 3.457; e as pensões, R$ 4.438.
“Temos milhões de brasileiros protegidos pelo sistema, mas ainda existe um contingente muito maior que está fora ou insuficientemente protegido. O Brasil convive hoje com essas duas realidades: de um lado, milhões de trabalhadores sem proteção previdenciária adequada e, de outro, um sistema de previdência complementar fechada sólido e maduro. Ampliar a cobertura é, ao mesmo tempo, uma agenda de inclusão social e de sustentabilidade econômica”, afirma Devanir.
“Não podemos discutir o futuro da Previdência apenas pelo lado da contenção de despesas. Precisamos olhar também para quem está fora do sistema e criar mecanismos capazes de incorporar esses trabalhadores. É justamente nesse ponto que a previdência complementar fechada pode oferecer uma contribuição relevante”, conclui.
Leia abaixo na íntegra matérias e artigos que ampliam o conhecimento sobre o assunto
Recursos de fundos de pensão devem somar R$ 1,51 tri em 2026, estima Abrapp
Uma Previdência para o novo mundo do trabalho - Gazeta Mercantil Digital
Pesquisa Abrapp: Trabalhadores reconhecem importância da previdência - Associated News Brazil
Recursos de fundos de pensão devem somar R$ 1,51 tri em 2026, estima Abrapp
Fontes: Tamer Comunicação + Blog Abrapp em Foco + Valor + Agência IBGE + Brasil 247 + InvestTalk + Viva + Investidor Institucional +
Bancos não devem incluir expurgos inflacionários em correção de depósitos judiciais, decide STF
OBA
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 7 a 2, que os bancos não precisam incluir os valores de expurgos inflacionários na correção monetária de depósitos judiciais. O entendimento fixado nesta quarta-feira, 14, vale para todo o Judiciário e pacifica milhares de processos que tramitam na primeira e na segunda instância.
Com isso, o Supremo derrubou entendimento de 2017 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na ocasião, o STJ estabeleceu que a correção dos depósitos judiciais deve incluir os expurgos inflacionários para preservar o poder de compra.
Leia as matérias na íntegra em
STF afasta expurgos inflacionários na correção de depósitos judiciais
STF dispensa bancos de pagar correção extra em depósitos judiciais
STF decide que bancos não devem incluir expurgos em correção de depósitos judiciais
Fontes: O Estado de S. Paulo + Migalhas + Poder 360 + Correio do Povo (PR) +
Fomento : MEIs batem recordes
OBA
Pode ser importante para os formuladores das políticas de fomento da previdência complementar fechada saber que pesquisa do Sebrae revela que 92% dos microempreendedores individuais (MEI) estão atualmente em atividade. É o maior percentual da série histórica, 20 pontos percentuais acima de 2019.
Quase a metade deles (44%) está atuando há mais de cinco anos e a parcela de MEI com mais de 10 anos no mercado aumentou para 19%, também o maior resultado da série.
Leia as matérias na íntegra em
Brasil tem recorde de MEIs em atividade | Monitor Mercantil
Fontes: Agência SEBRAE + Monitor Mercantil (RJ) + Brasil 247 +
RH : nova validação de CPFs no eSocial pode travar a folha
OBA
Para profissionais de Recursos Humanos e Departamento Pessoal, a palavra “rejeição” no eSocial costuma causar preocupação. E uma nova Nota Técnica (NT) promete elevar o nível de exigência na qualidade dos dados cadastrais, transformando pequenos erros do passado em dores de cabeça no fechamento da folha.
Software de RH.
A partir de novembro de 2026, a Receita Federal do Brasil (RFB) ampliará a validação dos CPFs de dependentes. Não basta mais ter um formato válido; o eSocial fará a verificação na base da Receita. Para empresas que não se anteciparem, o impacto pode ser direto. O texto pode ser lido na íntegra em Como a nova validação de CPFs no eSocial pode travar a folha de pagamento - Mundo RH
Fonte: Mundo RH +
Contratação de influenciadores por instituições financeiras cresce 59%
14/10 - Pode nos servir de inspiração ou não, mas de toda forma vale saber que as contratações de influenciadores digitais por instituições do mercado de capitais, no intuito de divulgar seus produtos de investimento e serviços, subiram 59% entre julho do ano passado e igual mês de 2026. Segundo levantamento da Anbima, o número passou de 503 para 802 no período.
O Instagram concentra mais da metade dos conteúdos divulgados pelas instituições por meio desses profissionais.
Mas percebe-se também uma concentração no emprego dessa estratégia, uma vez que não são muitas as instituições que a utilizam. No período de 1 ano seu número cresceu de 19 para 25.
"A contratação de influenciadores exige processos estruturados de governança, acompanhamento e controle. A instituição continua responsável pelas informações divulgadas em seu nome e deve manter mecanismos capazes de assegurar que a comunicação seja clara, equilibrada e adequada ao público investidor", diz Priscilla Sorrentino, gerente-executiva do núcleo de Ações Investigativas de Supervisão da Anbima.
Oba
Fonte: Anbima + Infomoney +
EFPCs precisarão entregar a DeRE mas na forma simplificada como isentas do IBS e CBS
OBA
14/10 - Em reunião ontem (13) entre representantes da Abrapp, Previc e Receita Federal , dedicada à questão da aplicabilidade da Declaração de Regimes Específicos (DeRe) sobre as EFPCs, foi destacada a relevância da não incidência do IBS e da CBS sobre as entidades fechadas, de acordo com os termos do Art. 26 da Lei Complementar nº 214/2025.
É que, devido à não incidência dos tributos sobre as nossas entidades, havia dúvida se a entrega da DeRe por pelas seria realmente necessária.
Contudo, João Rech, Auditor-Fiscal da Receita Federal, confirmou que o envio da DeRE é obrigatório, conforme o Art. 324 do Decreto nº 12.955/2026. Mas com um detalhe que faz toda a diferença : as entidades fechadas farão a entrega simplificada da obrigação, mediante o envio do evento D-1001 – Evento de Informações do Contribuinte, por meio do qual as EFPCs deverão ser qualificadas como não contribuintes do IBS e da CBS.
As entidades ficam dispensadas do envio dos demais leiautes. A DeRE deverá ser apresentada por meio de arquivo eletrônico individual, estruturado no formato XML, conforme as especificações estabelecidas no respectivo manual. A matéria pode ser lida na íntegra em Reunião com a Previc e Receita Federal aborda o envio de informações da DeRe pelas entidades fechadas – Blog Abrapp Em Foco
Fonte: Blog Abrapp em Foco +
Geriatria é disciplina médica pouco valorizada no Brasil, alerta Kalache
OBA
14/10 - Médico gerontólogo e reconhecido como um dos maiores especialistas do País em longevidade, Alexandre Kalache é nesta manhã destaque na edição digital do jornal O Estado de S. Paulo, onde aparece sob a manchete " Não quero envelhecer no aposento, mas sim na sala da frente e lutando pelos meus direitos ". Ele diz claramente que o Brasil não está preparado para ter uma população cada vez mais envelhecida.
Também observa que o País não está preparando profissionais de saúde capazes de ajudar a enfrentar tal desafio: Basta dizer que apenas 10% das escolas médicas do Brasil oferecem geriatria como disciplina.
Para Kalache é essencial formularmos políticas para o envelhecimento. O indivíduo muitas vezes já sabe o que deve fazer. Sabe qual é a dieta adequada, sabe que deveria fazer atividade física. A questão é: como vamos criar as condições para que ele consiga colocar isso em prática? É isso que precisa ser pensado.
Leia as matérias na integra em
Especialistas alertam que o Brasil não se preparou para envelhecer
Fonte: O Estado de S. Paulo + Viva +
Aposentadoria ? Jovens tem medo do futuro
OBA
14/10 - Os jovens tendem de fato a não se preocuparem em poupar para a aposentadoria, conforme reclamam com razão as nossas lideranças ao analisarem os desafios que se colocam ao fomento da previdência complementar fechada. Mas a notícia a seguir nos oferece um pouco mais de contexto a questão: Um estudo publicado na revista The Lancet Planetary Health ouviu crianças e jovens de dez países, entre eles o Brasil. Para 75% dos participantes, o futuro era assustador, principalmente por causa das mudanças climáticas.
Um levantamento do Centro de Estudos SoU_Ciência, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com o Instituto Ideia, trouxe um dado semelhante. Jovens de 18 a 27 anos apontaram a falta de perspectiva de futuro como um de seus principais problemas.
A organização Teach the Future também investigou o tema. O estudo ouviu 689 jovens de 18 a 28 anos, de todas as regiões do País. A palavra "ansiedade" foi citada por 78,5% deles ao falar do amanhã. Já 62% se identificaram com a frase "Sinto medo do que pode acontecer comigo no futuro". A matéria pode ser lida na íntegra em O que explica o medo do futuro da juventude?
Fonte: MAG Instituto de Longevidade +