
Quarta-feira, 25 de fevereiro
Só informações estratégicas de interesse dos dirigentes de fundos de pensão. Aqui o leitor encontra a essência, para se informar melhor deve buscar a notícia completa nas fontes primárias apontadas
através dos links fornecidos ao final para leitura na íntegra, sendo que
algumas das publicações requerem assinatura para ter acesso.
Publicação sem caráter comercial e de natureza
puramente associativa.
Editor: Jorge Wahl. Digital: Tom Cândido.
apoio
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Investimento
de pessoas físicas
cresce 15,5%
Aumento foi alavancado
pelo varejo da alta renda
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O volume dos investimentos feitos por pessoas físicas no Brasil alcançou a marca de R$ 8,58 trilhões em 2025, um crescimento de 15,5% em comparação aos R$ 7,43 trilhões registrados no ano anterior. O avanço foi puxado pelo segmento de varejo alta renda, que registrou um salto de 21,2%, mostrou balanço anual divulgado ontem (24) pela Anbima.
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Os produtos tradicionais de renda fixa continuam sendo os preferidos dos investidores. O CDB registrou alta de 27,7%. O ativo teve captação líquida de R$ 288,7 bilhões no ano entre as pessoas físicas, alcançando alocação total de R$ 1,33 trilhão. Segundo a Anbima, o CDB liderou o crescimento em todas as regiões do país, surfando a onda dos juros altos.
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Os fundos de renda fixa também apresentaram forte tração, com expansão de 28,2%, e ultrapassaram a marca de R$ 1 trilhão.
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Além deles, outros produtos fecharam o ano no azul com altas significativas. Os ETFs avançaram 47,8%, alcançando R$ 18,3 bilhões em volume total, seguidos de perto pelos títulos públicos, que cresceram 43,4% e somaram R$ 263,6 bilhões. Os fundos de participações (FIPs) e os fundos imobiliários (FIIs) também atraíram capital, registrando avanços de 31,7% (R$ 45,5 bilhões) e 25,7% (R$ 128,5 bilhões), respectivamente. O COE teve uma alta de 23,5%, totalizando R$ 103,3 bilhões em carteira.
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Em termos de volumes mais robustos, a categoria dos ativos isentos — que inclui CRA, CRI, LCA, LCI e debêntures incentivadas — teve alta de 15,5%, batendo a marca de R$ 1,42 trilhão. A Previdência subiu 13,7%, com R$ 1,54 trilhão acumulados. Completam o grupo de desempenho positivo os Fundos de Ações, com expansão de 11,9% (R$ 252,9 bilhões), as ações diretas, que cresceram 9,7% (R$ 807,3 bilhões), e as debêntures tradicionais, com alta de 7,7% e R$ 51,4 bilhões em volume.
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Fontes: Infomoney + Anbima​
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Abrapp prepara lançamento de e-book sobre estratégias de marketing​
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As associadas da Abrapp estão perto de ganhar uma nova ferramenta destinada a aproximá-las ainda mais de seus atuais participantes e conquistar novos públicos. O e-book “Estratégias de Marketing e Fomento para as EFPC” será lançado nesse início de 2026, adianta Raquel Ribeiro de Oliveira (foto acima), Coordenadora Titular da Comissão Técnica Regional (CTR) Nordeste de Estratégia e Criação de Valor.
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Aviso importante: o lançamento é parte de iniciativas estratégicas de disseminação de conhecimento e fortalecimento das práticas de marketing e comunicação das entidades fechadas. Nessa mesma direção basta ver outras ações da Abrapp no sentido de levar os vários agentes da previdência complementar a interagir com maior simplicidade, objetividade e clareza com seus variados públicos.
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Conversa com integrantes da CTR Nordeste mostra consciência quanto ao fato de que seu trabalho é parte de um esforço maior e integrado. Ou seja, algo que inclui divulgação institucional em canais digitais e redes sociais, eventos técnicos e webinars sobre marketing e educação previdenciária, ações de educação financeira e previdenciária, compartilhamento de conteúdo com entidades associadas e profissionais do setor, ao lado de iniciativas de capacitação e troca de experiências entre EFPC.
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TCU muda paridade contributiva em
entidades patrocinadas por estatais
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Em decisão tomada por conta de julgamento de pedido de reexame apresentado por uma das patrocinadoras de um dos planos administrados pelo Portus, o TCU considerou superado o entendimento fixado no Acórdão 169/2005 e passou a reconhecer que, para fins de paridade constitucional, devem ser consideradas não apenas as contribuições de participantes ativos e assistidos, mas também as de beneficiários como pensionistas.
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O novo entendimento se aplica à paridade contributiva em planos de previdência complementar patrocinados por entes públicos. Os leitores interessados nos detalhes podem ler a matéria na íntegra em TCU muda regra de paridade em fundos patrocinados por estatais – Revista Investidor Institucional
Fontes: Blog Abrapp em Foco + Investidor Institucional
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Mercados desconfiam que IA pode provocar desemprego e forte queda na renda do trabalhador​
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Por trás das quedas das bolsas em alguns dos últimos dias no Mundo está um post que viralizou. O texto da Citrini Research é escrito como se fosse um relatório tornado público no dia 30 de junho de 2028. Ele relata um mundo com desemprego de 10,2% e queda de quase 40% do S&P (índice das ações das principais empresas listadas nos EUA). Em apenas dois anos, os mercados iriam de uma euforia com a inteligência artificial a uma profunda crise provocada pela ascensão da tecnologia.
Segundo os autores, a inteligência artificial provocaria desemprego em massa entre trabalhadores de colarinho branco — atividades ligadas à administração e gerenciamento. A produtividade das empresas teria um salto com robôs sendo mais eficientes do que trabalhadores — já que agentes de IA "não dormem, não tiram dias de folga por doença e não precisam de plano de saúde". No entanto, isso geraria um "PIB fantasma": ganhos massivos de produtividade, mas com queda enorme nos salários reais, já que os trabalhadores substituídos teriam que buscar empregos com rendimentos menores. O texto descreve uma "espiral de substituição da inteligência humana" que teria acontecido a partir de 2026, no cenário fictício.
"As capacidades de IA melhoraram, as empresas precisaram de menos funcionários, as demissões de profissionais de escritório aumentaram, os trabalhadores demitidos gastaram menos, a pressão sobre as margens levou as empresas a investir mais em IA, as capacidades de IA melhoraram… É um ciclo vicioso sem freio natural."
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Mas há um contraponto. Ou seja, ao noticiar o tal relatório algumas das mídias questionam a sua real seriedade.
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​​​​​Fontes : BBC + Olhar Digital + Infomoney + O Estado de S. Paulo +
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NR-1 : Empregadores ainda não estão preparados​
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Com a aproximação do início da fiscalização quanto a nova fase da NR-1, que amplia a responsabilidade das empresas sobre riscos psicossociais no ambiente de trabalho, a gestão de saúde mental nos escritórios ganha muito mais importância.
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Levantamentos recentes indicam que a maturidade das organizações ainda está aquém das novas exigências regulatórias. A pesquisa “Bem-estar Corporativo 2025”, conduzida pela Up Brasil com 1.236 profissionais de diferentes regiões do país, revela um descompasso significativo entre a percepção das áreas de Recursos Humanos e a experiência dos colaboradores.
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Enquanto 85% dos profissionais de RH afirmam que suas empresas possuem programas estruturados de bem-estar, apenas 45% dos funcionários concordam com essa avaliação. A diferença de 40 pontos percentuais expõe um desalinhamento relevante. O mesmo ocorre na avaliação de eficácia: 78% dos responsáveis por RH consideram as iniciativas efetivas, contra 32% dos colaboradores. Além disso, quase 30% dos trabalhadores afirmam não saber onde a empresa investe em bem-estar.
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Diagnóstico semelhante aparece na “Pesquisa de Tendências de RH 2026”, realizada pela HR Tech Koru em parceria com a Chiefs.Group. O estudo aponta que cerca de 40% das empresas ainda estão abaixo do patamar mínimo esperado em iniciativas de bem-estar. Apenas 4,67% monitoram de forma integrada dados de benefícios, saúde ocupacional e prontuários eletrônicos, conectando essas informações aos pilares do negócio. Para especialistas, o risco não é apenas jurídico. Organizações que não internalizarem o tema podem enfrentar perda de talentos, queda de produtividade e danos reputacionais.
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Ao lado disso, uma terceira fonte diz que perto de 30% dos danos decorrentes de uso de inteligência artificial afetam diretamente o bem-estar psicológico das pessoas.É o que aponta levantamento da Data Privacy Brasil com base na recém-lançada Biblioteca de Danos em IA, um repositório público que reúne e sistematiza impactos negativos causados por sistemas de inteligência artificial.
Fontes: Mundo RH + Revista EXAME + Folha de S. Paulo +
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Especialistas defendem reforma da Previdência estruturante de um novo modelo e sem tardar​
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Em sua edição de hoje (25) o maior jornal de economia, finanças e negócios do País diz, após ouvir vários economistas e especialistas, pontos que a ABRAPP vem defendendo repetidamente em relação à Previdência : a próxima reforma precisa vir logo e deve ser estruturante e não apenas pontual, ao mesmo tempo em que o Brasil deve deixar para trás o atual modelo geracional, segundo o qual as gerações em atividade pagam os benefícios àquelas que as antecederam.
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O rápido envelhecimento da população, ao lado das transformações no mercado de trabalho, não deixam dúvidas quanto à superação desse modelo. Tampouco deixa margem a dúvidas a trajetória do déficit do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) na última década, que disparou de 1,43% para 2,49% do PIB, entre 2015 e 2025. Claro, a conta fica ainda mais salgada se considerados os demais regimes, como os dos servidores.
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Os entrevistados pelo jornal defendem medidas que foram retiradas da proposta aprovada em 2019, como incluir Estados e municípios e rediscutir o Sistema de Proteção Social dos Militares das Forças Armadas ou previdência dos militares. Outro ponto considerado relevante para dar sustentabilidade para as contas é a implementação de dispositivo que permita aumento automático da idade mínima de aposentadoria, conforme ocorrer elevação da expectativa da sobrevida. Pela importância do assunto e qualidade do texto recomendamos aos assinantes do jornal sua leitura na íntegra em Modelo da previdência se esgota e pede nova reforma | Brasil | Valor Econômico
Fontes: Valor +
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​Leia aqui na íntegra algumas das matérias publicadas em suas fontes originais :
Investimento de pessoas físicas cresce 15,5% em 2025; CDBs lideram em volume​
​Relatório Anual – ANBIMA​
Mundo desconfia que IA pode provocar desemprego e forte queda na renda
O que diz o “relatório de IA do fim do mundo” que fez Wall Street afundar de novo
NR-1 pressiona empresas a rever estratégia de bem-estar - Mundo RH
Nova NR-1 entra em vigor neste ano: o que muda e como as empresas devem se preparar | Exame
Danos da IA: 30% afetam bem-estar psicológico - 24/02/2026 - Economia - Folha
Modelo da previdência se esgota e pede nova reforma | Brasil | Valor Econômico
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