
Sexta-feira, 3 de julho
Só informações estratégicas de interesse dos dirigentes de fundos de pensão. Aqui o leitor encontra a essência, para se informar melhor deve buscar a notícia completa nas fontes primárias apontadas
através dos links fornecidos ao final para leitura na íntegra, sendo que
algumas das publicações requerem assinatura para ter acesso.
Publicação sem caráter comercial e de natureza
puramente associativa.
Editor: Jorge Wahl. Digital: Tom Cândido.
apoio

---
Clima: Dinheiro
privado não
pode faltar
Semana do clima de Londres foca na mobilização
de capital privado para a transição
Como somos importantes investidores institucionais com deveres a cumprir, nos interessa saber que atualmente o setor privado responde por algo ao redor de 20% do financiamento de ações e projetos que levam o clima em consideração, fatia que no entender de especialistas precisa avançar para no mínimo 50%, mesmo porque os recursos públicos não serão suficientes para a transição na direção de uma economia adequada ao meio ambiente. Essa foi uma das reflexões ouvidas dias atrás no LCAW (London Climate Action Week), reunião que contou com vários eventos paralelos e na qual o mercado de capitais brasileiro foi representado pela ANBIMA, tendo os debates destacado a necessidade de se mobilizar capital privado para esse fim.
Iniciativas desse tipo realçam a importância do compartilhamento. Os debates, os encontros e as conexões durante o evento mostraram como as "semanas do clima" são valiosas para conectar diferentes atores da agenda de transição: governos, bancos, gestoras, organizações filantrópicas, ONGs, OSCs, projetos. Se a COP 30, no Brasil, convocou um "mutirão" de esforços globais e locais para acelerar a transição climática, eventos como a LCAW criam oportunidades de cooperação dos agentes do ecossistema para a construção de iniciativas concretas.
"Por muito tempo, clima e finanças estiveram em esferas completamente separadas e tinham enorme dificuldade de conversar entre si. A COP 30 buscou aproximar esses dois mundos e reforçamos esse compromisso na Semana do Clima de Londres", afirmou Ana Toni (foto), CEO da COP30, na abertura do evento que realizamos em uma oarceria Anbima, CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e Unep-FI (Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).
Dificuldades existem e não são poucas. falta de dados e métricas robustas de impacto; projetos pequenos e fragmentados, ainda pouco atrativos para investidores institucionais; e risco, principalmente cambial, que afasta o capital internacional. Uma das soluções seria fazer com que as oportunidades baseadas na natureza se tornem ativos financiáveis por meio de divulgações mais claras, formação de pipelines em escala e com uso de estruturas de blended finance e mitigação de riscos. Outro caminho possível é investir em parcerias locais e conhecer os territórios para analisar os riscos reais. Programas públicos que atuem como formadores de mercado para catalisar capital privado e doméstico também são boas saídas.
O debate também passou pelas principais barreiras para mobilizar capital para natureza, como a falta de alinhamento entre políticas, finanças e empresas; projetos com baixa replicabilidade; métricas divergentes; percepção de risco elevado; e falta de padronização de linguagem entre oferta de projetos, especialmente para atender as exigências dos investidores.
Previ ajuda a aproximar os
fundos de pensão brasileiros
dos investimentos responsáveis
Com a eleição de seu Diretor de Investimentos, Cláudio Gonçalves, a Previ está mais uma vez presente no board do Principles for Responsible Investment (PRI) – uma das principais organizações internacionais que promove as práticas de investimentos ASG (ambientais, sociais e de governança).
No entende de Gonçalves sua eleição representa a oportunidade de ampliar a contribuição da Previ e dos fundos de pensão brasileiros para o fortalecimento de mercados financeiros mais sustentáveis, inclusivos e alinhados ao longo prazo. Reconhecido mundialmente, o PRI é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que atua para incentivar investidores institucionais a integrar fatores ASG ao centro de suas decisões, promovendo maior transparência, melhor gestão de riscos e geração de valor sustentável ao longo do tempo.
Oba
Fontes: Anbima + Revista EXAME + Naturefinance + Blog Abrapp em Foco +
oba
Violência contra idosos cresce 38% no Brasil e filhos predominam como agressores
Oba
Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, relativos a 2025, mostram que o Brasil registrou mais de 65 mil denúncias de violência contra pessoas idosas, um aumento de 38% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre os casos mais frequentes estão negligência, abandono, violência psicológica, exploração financeira e abusos praticados dentro do ambiente familiar.
Tal violência pode aparecer quando filhos passam a controlar o dinheiro dos pais sem autorização, pressionam a assinatura de documentos, decidem sobre tratamentos médicos sem consultar o idoso, impedem o convívio com amigos e familiares ou simplesmente deixam de considerar sua opinião nas decisões que dizem respeito à sua própria vida.
E uma segunda fonte realça o fato de que os próprios filhos continuam sendo os principais responsáveis pelos casos de violência contra pessoas idosas no Brasil. É o que mostra a atualização do Mapa da Violência contra a Pessoa Idosa no Brasil, divulgada pela Universidade Federal Fluminense (UFF)
Segundo o levantamento, 55% das denúncias registradas em 2025 apontam filhos ou filhas como autores das agressões.
Oba
Fontes: CNN + O Globo +
NR-1 continua pressionando os RHs
A decisão, válida por 90 dias, de suspender a aplicação das multas previstas na NR-1, de fato evita por um tempo as penalidades financeiras, mas não revoga a norma nem elimina a obrigação das empresas de gerenciar os riscos psicossociais. Na prática, a pausa cria um período de ajuste regulatório e de busca por critérios mais objetivos de fiscalização, especialmente diante da complexidade de medir fatores como sobrecarga, pressão por metas, assédio moral, falta de autonomia, conflitos organizacionais e modelos de gestão que podem afetar a saúde mental.
Para o mercado de RH, a interpretação equivocada desse prazo pode gerar riscos relevantes. Empresas que tratarem a suspensão das multas como autorização para interromper projetos de prevenção poderão chegar ao fim do período sem diagnóstico, sem plano de ação, sem evidências e sem lideranças preparadas para lidar com o tema.
Fonte: Mundo RH + G1 + Contato Seguro +
Bigtechs aquecem a disputa pelo mercado corporativo
jESUS
A Microsoft anunciou nesta quinta-feira, 2, a criação da Microsoft Frontier Company, uma nova organização voltada à implementação de inteligência artificial (IA) em empresas. Segundo a companhia, a iniciativa contará com investimento de US$ 2,5 bilhões e reunirá mais de 6 mil profissionais para desenvolver, implantar e operar sistemas de IA diretamente nas instalações dos clientes, ampliando a disputa entre as gigantes de tecnologia pelo mercado corporativo.
O modelo adotado é conhecido no setor como engenharia de implantação avançada. Nesse formato, fornecedores de tecnologia destacam seus próprios engenheiros para trabalhar dentro das empresas clientes, adaptando sistemas de IA aos dados, processos e necessidades específicas de cada organização, em vez de apenas comercializar ferramentas prontas. Nos últimos meses, OpenAI, Anthropic e Amazon anunciaram estruturas semelhantes para acelerar a adoção de IA por grandes empresas.
Fonte: G1 Tecnologia + Olhar Digital +
oba
Mercado de capitais bate recordes de ofertas no semestre
jESUS
A partir de dados da CVM, a plataforma Bloxs calcula que recordes foram batidos pelo mercado de capitais brasileiro neste primeiro semestre. Nessa primeira metade deste ano as ofertas públicas alcançaram R$ 649,3 bilhões, valor 80,7% superior ao conseguido em igual período de 2025 e jamais alcançado.
As ofertas que chegaram através dos FIDCs foram as maiores, atingindo R$ 63,5 bilhões, montante que representou aumento de 9,5% em comparação aos primeiros seis meses de 2025. No caso das debêntures verificou-se queda, no entanto atribuída ao fato de que teria sido mesmo difícil igualar-se ao ano excepcional que foi 2025.
Oba
Fazenda diz que taxa real das NTNs-B
preocupa, mas que o Tesouro
está preparado para agir se necessário
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, demonstrou preocupação nesta quinta-feira (2) com a taxa real dos títulos públicos indexados à inflação (NTN-B), que supera 8% ao ano, mas afirmou que o Tesouro Nacional está preparado para atuar no mercado caso considere necessário preservar a liquidez.
Questionado sobre esse nível de juros, Ceron confirmou que a taxa preocupa, mas criticou o que classificou como uma leitura simplificada das razões para a alta. Segundo ele, atribuir o comportamento das NTN-B exclusivamente às dúvidas em torno da política fiscal é um debate "pobre" e "superficial". Os assinantes podem ler a matéria na íntegra em Taxa de títulos públicos preocupa, e Tesouro pode agir - 02/07/2026 - Economia - Folha
Fonte: Valor + Folha de S. Paulo +
Leia aqui algumas das matérias na íntegra em
Sob calor recorde e ceticismo, semana do clima em Londres reúne 75 mil e cobra ação | Exame
Semana de Ação Climática de Londres - Principais conclusões - NatureFinance
Nova edição da Revista: Previ ocupa posição estratégica no conselho do PRI* – Blog Abrapp Em Foco
Violência contra idosos cresce 38% no Brasil; especialistas fazem alerta | CNN Brasil
NR-1 pressiona RH a estruturar saúde mental - Mundo RH
STF suspende multas da NR-1 sobre saúde mental no trabalho por 90 dias | G1
Valores, Riscos e Mudanças em 2026
Microsoft cria estrutura de US$ 2,5 bi para levar IA a clientes empresariais | Mercado
Volume de emissões no mercado de capitais no 1º semestre é recorde | Finanças | Valor Econômico
Taxa de títulos públicos preocupa, e Tesouro pode agir - 02/07/2026 - Economia - Folha
