
Quinta- feira, 8 de outubro
Só informações estratégicas de interesse dos dirigentes de fundos de pensão. Aqui o leitor encontra a essência, para se informar melhor deve buscar a notícia completa nas fontes primárias apontadas
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Editor: Jorge Wahl. Digital: Tom Cândido.
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Exclusão
previdenciária
São muitos fatores jogando contra a aposentadoria das mulheres:
vivem quase sete anos a mais, ganham 21,3% menos ao longo
da carreira e saem do mercado mais cedo.
Alvos preferenciais das campanhas de inclusão, pela obvia razão de sua condição frequente de vitimas de episódios de exclusão, as mulheres vivem quase sete anos a mais, ganham 21,3% menos ao longo da carreira e saem do mercado mais cedo. A soma desses três fatores produz um efeito negativo em sua aposentadoria, diz em artigo publicado em site Infomoney a advogada Flávia Manat, advogada, palestrante, empreendedora e fundadora da startup de educação financeira para mulheres Manas Investem. O texto pode ser lido na íntegra em A conta que não fecha: por que a aposentadoria da mulher custa mais caro
Simples: a mulher brasileira precisa de mais dinheiro do que o homem para financiar sua aposentadoria, mas constrói esse patrimônio a partir de uma base menor. Afinal, ganhando menos podem se aposentar pelo INSS aos 62 anos, enquanto os homens se aposentam aos 65. São três anos de diferença.
A aposentadoria mais cedo é geralmente vista como uma vantagem, mas do ponto de vista financeiro parar mais cedo significa duas coisas: menos tempo para contribuir e mais tempo para consumir os recursos acumulados. Some-se a isso a expectativa de vida feminina, de 79,9 anos, contra 73,3 anos para os homens, segundo o IBGE, e chegamos a quase 18 anos de aposentadoria a serem financiados por elas.
Como o benefício do INSS é apurado com base no histórico de contribuições, salários menores ao longo da vida profissional vão resultar benefícios em valores inferiores na aposentadoria.
Pausas na carreira, redução de jornada e até a recusa de promoções para acomodar responsabilidades familiares impactam diretamente a renda e o crescimento profissional. Ao mesmo tempo em que pesquisa da FGV aponta que 48% das mulheres perdem o emprego em até 24 meses após o retorno da licença-maternidade, sendo a maior parte dos desligamentos por iniciativa do empregador. Dados do IBGE mostram ainda que elas dedicam cerca de 21,3 horas semanais a cuidados e afazeres domésticos, quase o dobro das 11,5 horas registradas entre os homens.
A autora do artigo mostra ainda com números que as mulheres, vitimas da tão conhecida falta de educação financeira e previdenciária, pouco se preparam para compensar tantas desvantagens.
Fonte: Infomoney +
Artigo : Nova versão da DeRE é importante conquista
Autor : Geraldo de Assis Souza Jr, Secretário-Executivo do Colégio de Coordenadores das Comissões Técnicas de Contabilidade da Abrapp.
Uma importante conquista para o sistema de previdência complementar fechada foi alcançada com a atualização das orientações relativas à Declaração de Regimes Específicos (DeRE): as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) não estão obrigadas ao encaminhamento dessa obrigação acessória, inclusive aquelas que atuam na modalidade de autogestão de planos de assistência à saúde.
O resultado representa um avanço significativo para o segmento e é fruto do trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho constituído pela ABRAPP para analisar e acompanhar os impactos da regulamentação da Reforma Tributária sobre as EFPC, especialmente no que se refere às novas obrigações acessórias relacionadas ao IBS e à CBS.
Desde o início das discussões, o entendimento técnico construído no âmbito do Grupo de Trabalho era de que as EFPC, na condição de não contribuintes do IBS e da CBS, não deveriam estar sujeitas ao envio da DeRE. Esse entendimento decorre da própria natureza das operações realizadas pelas entidades e de sua condição tributária no âmbito da nova sistemática.
Entretanto, em uma versão inicial do Manual da DeRE, as EFPC foram contempladas entre os contribuintes sujeitos ao cumprimento da obrigação, o que gerou preocupação no setor. A eventual necessidade de transmissão mensal de informações representaria a criação de mais uma obrigação acessória para as entidades, com impactos operacionais, tecnológicos e financeiros.
A partir dessa constatação, a ABRAPP, por meio do Grupo de Trabalho, intensificou as discussões e os entendimentos técnicos com os órgãos responsáveis, buscando demonstrar a inadequação da exigência para as EFPC.
A atualização mais recente do Manual da DeRE confirmou o entendimento defendido pelo setor: as Entidades Fechadas de Previdência Complementar estão dispensadas do encaminhamento mensal da declaração. A dispensa também alcança as EFPC que realizam a autogestão de planos de assistência à saúde.
A dispensa representa um importante ganho para as entidades e para todo o sistema de previdência complementar fechada.
Além de evitar a criação de uma nova obrigação acessória sem efetiva necessidade, a medida contribui diretamente para a desburocratização dos processos operacionais das EFPC, permitindo que os recursos humanos e tecnológicos das entidades sejam direcionados para atividades efetivamente relacionadas à gestão dos planos previdenciários e à proteção dos interesses de participantes e assistidos.
Outro aspecto relevante está relacionado aos custos que seriam embutidos decorrentes da implementação e manutenção do processo de transmissão mensal da DeRE. A obrigação demandaria adequações de sistemas, parametrizações, controles, validações, procedimentos internos e, em determinados casos, contratação ou desenvolvimento de soluções específicas para garantir a qualidade e a tempestividade das informações.
A dispensa, portanto, evita não apenas uma obrigação formal, mas também uma série de custos operacionais, tecnológicos e administrativos que seriam incorporados à rotina das entidades.
O resultado evidencia a importância da atuação coordenada das entidades representativas do sistema e da participação técnica dos profissionais que integram os grupos de trabalho.
O trabalho desenvolvido pela ABRAPP buscou demonstrar, de forma técnica e fundamentada, que a condição das EFPC como não contribuintes do IBS e da CBS deveria ser refletida também no tratamento das obrigações acessórias relacionadas à Reforma Tributária.
A correção promovida na regulamentação representa, assim, não apenas uma solução para uma questão pontual, mas também um exemplo da importância do diálogo técnico entre o setor e os órgãos reguladores e responsáveis pela implementação da nova sistemática tributária.
A dispensa da DeRE deve ser reconhecida como uma conquista coletiva das EFPC, resultado do acompanhamento permanente da regulamentação e da atuação técnica e institucional da ABRAPP.
O episódio reforça a necessidade de que o setor continue atento às novas regulamentações decorrentes da Reforma Tributária, avaliando seus impactos sobre as operações das entidades e buscando soluções que preservem a segurança jurídica, a eficiência operacional e a adequada alocação dos recursos administrados pelas EFPC.
Para as entidades, o resultado é objetivo: menos uma obrigação acessória, menor complexidade operacional e redução de custos, sem prejuízo do cumprimento das demais obrigações tributárias e regulatórias aplicáveis ao segmento.
A atualização da DeRE demonstra, portanto, que o trabalho técnico e institucional realizado de forma coordenada pode produzir resultados concretos para o sistema de previdência complementar fechada e, consequentemente, para seus participantes e assistidos.
Empresas se aproximam dos influenciadores em busca de seus públicos
OBA
As empresas brasileiras começam a despertar para uma realidade que se impõe cada vez mais, ou seja, a importância dos influenciadores digitais em qualquer estratégia de atingimento seja de clientes ou de qualquer outro público que se deseja atingir.
No Brasil, levantamento já estaria mostrando que tais influenciadores somam 11 milhões, dos quais apenas 4%, no entanto, poderiam ser chamados de profissionais. De toda forma movimentam anualmente mais de R$ 20 bilhões.
Ao dar a notícia em sua edição de hoje o jornal informa que asempreses, reconhecendo sua importância nas estratégias de marketing. querem atrai-los e treiná-los. No Mundo, diz relatório do Goldman Sachs, o mercado de influenciadores está dobrando de tamanho e deve movimentr em 2027 ao redor de US$ 480 bilhões. Os assinantes podem ler a matéria na íntegra em Empresas treinam seus criadores de conteúdo | Empresas | Valor Econômico
Fonte: Valor +
Reajustes na Previdência podem ficar sem aumento real
OBA
A equipe responsável pelo programa econômico do candidato Flávio Bolsonaro (PL) estuda um pacote de medidas fiscais focado na contenção das despesas obrigatórias da União para viabilizar um ajuste inicial da ordem de 2% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 250 bilhões. Uma das ideias centrais é o previsível fim da vinculação dos reajustes dos benefícios básicos da Previdência Social e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) em relação aos ganhos reais do salário mínimo,
A meta corresponde a boa parte do esforço estimado por economistas para estancar a trajetória de crescimento da dívida pública bruta. Também é vista por assessores como o sinal necessário para reduzir a percepção de risco no mercado financeiro, aliviar a pressão sobre os juros e estabilizar as contas públicas. Os assinantes podem ler a matéria na íntegra em Ajuste de Flávio pode mudar mínimo, saúde e educação - 07/10/2026 - Economia - Folha
Fonte: Folha de S. Paulo +
Longevidade contraditória
07/10 - A saúde das pessoas é com certeza um tema central para dirigentes de entidades que se dedicam efetivamente a aposentar os participantes dos planos que administram. Sendo assim, interessa saber ter levantamento feito nos EUA concluído que a população norte-americana está ao mesmo tempo e contraditoriamente mais e menos saudável. A estranha conclusão é de um estudo do Centro de Longevidade da Universidade Stanford.
Cabendo lembrar que, claro, o mesmo pode estar acontecendo no Brasil.
A parcela de pessoas com hábitos saúdáveis subiu de 33% para 44% nas últimas duas décadas. Entram nessa conta a alimentação rica em frutas e verduras, os exercícios regulares e as noites de sono adequadas.
Ao mesmo tempo, cresceu o grupo com vários comportamentos nocivos, de 39% para 44%. Esse conjunto reúne sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e consumo frequente de ultraprocessados.
Os adultos acima dos 65 anos são os principais responsáveis pela disparidade. Entre eles, o índice dos que adotam escolhas saudáveis e evitam práticas nocivas passou de 29,7% para 36,6%.
Na outra ponta, a fatia no quadrante de alto risco, com muitos costumes prejudiciais, saltou de 15,9% para 24,8%. Ou seja, são os idosos que lideram boa parte do grupo de maior risco. Leia a matéria na íntegra em Desigualdade em saúde aumenta a distância na longevidade
Fonte: MAG Instituto de Longevidade +
Edécio, da Valia, defende o fomento da previdência fechada como prioridade para o País
07/10 - A longevidade que se estende cada vez mais, associada ao envelhecimento com mais saúde e o menor número de filhos, impactam o País e colocam a previdência complementar em uma agenda estratégica de cuja discussão depende o futuro. É o que diz Edécio Brasil, Presidente da Valia, já nas primeiras linhas de artigo publicado hoje no Valor Econômico, cujos assinantes podem ler o texto na íntegra em Previdência complementar: uma agenda urgente | Finanças | Valor Econômico
Na sequência, Edécio observa que sem dúvida a previdência complementar fechada pode ajudar o Brasil e enfrentar tal desafio e segue apresentando os muitos motivos pelos quais o nosso segmento é capaz disso. Menciona também as crescentes dificuldades de financiamento da Previdência Social, com a qual o nosso sistema não concorre, pelo contrário, pode mostrar-se um aliado ao tirar dos ombros da primeira parte da pressão que sofre.
Nesse sentido, nota o autor do artigo, a previdência complementar fechada mostra-se aliada não só da Previdência Social mas sim do País como um todo, ao assumir a missão de formar uma importante poupança de longo prazo, aquela que ajuda tanto o financiamento da dívida pública quanto a atividade econômica. E por isso precisa ser fomentada. E também porque é preciso estender a cobertura a um maior número de trabalhadores, muitos dos quais ainda não acordaram para o risco de uma renda insuficiente na aposentadoria.
Para Edécio, ampliar o acesso dos brasileiros à previdência complementar fechada é algo que deve ser visto como prioridade.Edé
Fontes: Valor +
EFPCs: Confirmada a dispensa do envio de informações contábeis e econômico-financeiras
07/10 - A nova versão do Manual de Orientação do Usuário da Declaração de Regimes Específicos (DeRE) trouxe importante avanço para as entidades fechadas de previdência complementar. O documento esclarece que as EFPC abrangidas pela não incidência do IBS e da CBS deverão apresentar exclusivamente o evento D-1001.
Com isso, ficam dispensadas informações contábeis e econômico-financeiras destinadas à apuração dos tributos, inclusive o D-1011 – Plano Geral de Contas Comentado e o D-1101 – Balancete Mensal, além dos demais eventos periódicos relacionados à formação da base de cálculo do IBS e da CBS.
A alteração converge com a posição defendida pela Abrapp, no sentido de que eventual obrigação informacional aplicável às EFPC deve observar os limites previstos no art. 324, II, do Decreto nº 12.955/2026, sem submeter as entidades a uma escrituração fiscal incompatível com o tratamento previsto na LC nº 214/2025.
Para Eduardo Lamers, Coordenador do GT da DeRE da Abrapp, a mudança representa um avanço relevante. “A revisão do Manual traz maior coerência entre a obrigação acessória e o regime jurídico aplicável às EFPC. O objetivo do GT sempre foi contribuir para uma solução proporcional, tecnicamente adequada e compatível com as especificidades do segmento”, diz.
“O resultado representa um avanço significativo para o segmento e é fruto do trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho constituído pela Abrapp para analisar e acompanhar os impactos da regulamentação da Reforma Tributária sobre as EFPC, especialmente no que se refere às novas obrigações acessórias relacionadas ao IBS e à CBS”, comenta Geraldo de Assis Souza Jr, Secretário-Executivo do Colégio de Coordenadores das Comissões Técnicas de Contabilidade da Abrapp. A notícia pode ser lida na íntegra em Conquista: Nova versão da DeRE confirma a dispensa de envio de informações contábeis e econômico-financeiras pelas EFPC – Blog Abrapp Em Foco
A IA vai impactar fortemente a
criptografia e as EFPCs
precisam começar a se preparar
O ano é 2030, mas pode ser antes ou um pouco depois, sendo a única certeza a de que os dirigentes de entidades fechadas precisam mesmo prestar a máxima atenção. E a razão é que se espera que as EFPCs sejam bastante afetadas quando acontecer, resume Marcus Quintella (foto acima), Coordenador do Subgrupo Tecnologia do Comitê de Inovação e Tecnologia da Abrapp.
Esse algo tão impactante para o qual as nossas entidades precisarão estar preparadas é a chegada da criptografia pós-quântica. Detalhe: a preocupação não é exclusividade de nenhum segmento específico, mas o agravante no caso das EFPC é que a necessidade de proteger os dados se estende por muito mais tempo, pode-se dizer por décadas.
Quintella explica que não é pouco o que precisa ser protegido pela criptografia, seja aquela que existe hoje, ou a quântica quando esta chegar : “Ela não serve apenas para manter dados em sigilo: também está por trás de certificados digitais, assinaturas, autenticação, proteção das comunicações e diversas outras formas de garantir confiança no ambiente digital “, explica.
É o bastante para abranger rotinas envolvendo sistemas, assinaturas digitais, comunicações protegidas, VPNs, integrações com terceiros, bancos, fornecedores e armazenamento de informações. “ Portanto, não estamos falando de uma tecnologia isolada; estamos tratando de uma camada que atravessa grande parte da infraestrutura digital das entidades “, sublinha Quintella.
E a projeção, lembra Paulo Pagliusi, consultor e um dos expositores em evento promovido recentemente pela Abrapp e já alertando os dirigentes para riscos tão próximos, é que a criptografia assimétrica convencional se torne em poucos anos frágil em um ambiente dominado por computadores quânticos. A matéria pode ser lida na íntegra em Entidades precisam se preparar para mudanças na criptografia e na proteção de dados – Blog Abrapp Em Foco
Fontes: Blog Abrapp em Foco +
RH : Os benefícios sob pressão
07/10 - O mercado brasileiro de benefícios corporativos atravessa um período de mudanças que pode alterar a relação entre operadoras, estabelecimentos comerciais, empresas contratantes e trabalhadores. As novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), associadas às transformações tecnológicas e às incertezas do cenário eleitoral de 2026, colocam os departamentos de Recursos Humanos diante de decisões que vão além da negociação de preços e contratos.
Entre os principais pontos de atenção estão os limites para as taxas cobradas nas transações, a redução do prazo de repasse aos estabelecimentos e a implementação da interoperabilidade, mecanismo que busca ampliar as possibilidades de utilização dos cartões de alimentação e refeição.
Para as empresas contratantes, essas mudanças exigem maior atenção à capacidade financeira das operadoras, à conformidade das propostas comerciais e à continuidade dos serviços oferecidos aos colaboradores.
Saiba mais lendo
Opinião: um avanço que redesenha o mercado de benefícios no Brasil | Exame
Novo PAT entra em vigor, muda o mercado de benefícios e testa empresas – CartaCapital
Fontes: Mundo RH + Revista EXAME + Revista Carta Capital +
