O que diz a ...

MÍDIA

Terça-feira, 15 de junho- Entregue até 8h 20 min.
* Só informações estratégicas resumidas à sua essência. 
Detalhes devem ser buscados nas fontes primárias
*


 

apoio

aplicacao-conjunta-2.png
logo_ancep_gray.png
Mercado.webp

                                           

 Investimentos

Um 2021 melhor, mas ... 

 

Para os fundos de pensão parece importar mais previsões de Selic a 7% e uma relação dívida / PIB em torno de 80%.

 

Fonte(s) primária(s):  jornais  FOLHA DE S. PAULO e  VALOR ECONÔMICO, portais INFOMONEY, INVESTNEWS MONEY TIMES e agências REUTERS  e BLOOMBERG

Otimistas ou não, todos somos defrontados por uma mídia que, se por um lado mostra um quadro seguramente mais positivo do que o previsto no início do ano, por outro deixa claro que as incertezas estão ainda longe de ir embora. De positivo nesta segunda-feira (14) o que de melhor tivemos foi a notícia de que os  investidores estrangeiros seguem sem registrar retirada de recursos na B3, neste mês e,  não bastasse isso,  colocaram  na bolsa brasileira mais R$ 2,949 bilhões nos últimos dias 9 e 10 de junho. Foram nada menos de sete dias consecutivos  de ingresso de recursos neste mês..

 

Com isso, o saldo positivo de fluxo externo no mês até a mesma data subiu a R$ 12,099 bilhões.  No acumulado de 2021, o saldo líquido nessa conta é positivo, agora em R$ 43,480 bilhões. Nesse ponto não custa lembrar que a presença dos investidores estrangeiros na B3 sempre foi um indicativo de bons presságios.

Ontem também tivemos o dólar com forte queda contra o real. A moeda americana negociada no segmento spot apresentou  queda de 0,95%, a 5,0723 reais na venda, sua maior desvalorização diária desde 2 de junho (-1,201%). Na B3, o dólar futuro tinha queda de 0,98%, a 5,078 reais. 

Sem esquecer  que no domingo o Governo de São Paulo havia anunciado a antecipação em 30 dias do cronograma de vacinação (abrindo com isso a possibilidade de uma retomada mais forte da atividade econômica) e que ontem também  a  B3 fechou em alta nesta segunda-feira, superando os 131 mil pontos no melhor momento, em meio a noticiário positivo sobre recuperação da atividade. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,59%, a 130.207,96 pontos. Na máxima, chegou a 131.083,66 pontos. O volume financeiro da sessão somou 28,2 bilhões de reais.

O balanço de promessas e riscos de 2021 também vai ficando mais claro. Resumindo os ingredientes do que parece estar por vir,  o País parece trilhar um caminho que deverá levá-lo, na média do que a mídia anda relatando, a um crescimento do PIB de 5,5% e um dólar abaixo dos R$ 5,00 (embora o Boletim Focus divulgado ontem fale em R$ 5,20). Duas boas notícias, no entanto, acompanhadas de ameaças como um IPCA de 6,3% no final do ano, uma terceira onda da pandemia e uma crise energética. 

Para as nossas entidades, carregadas de títulos públicos, porém, talvez importe mais saber de dois outros ingredientes previstos para o final do ano:  Selic a 7% ou muito próximo dia e uma dívida bruta girando em torno de 80% do PIB, muito abaixo, portanto, dos 95% que chegaram a ser esperados.

É difícil uma  nova Bolsa - Um dos sites publica uma extensa matéria sobre a possibilidade, que no fim parece remota, de surgir uma segunda bolsa de valores no País para competir com a B3, que se mostra bastante consolidada.

No entender dos especialistas ouvidos são 3 as possibilidades dessa competição se revelar um dia factível: a primeira é o avanço tecnológico derrubar os custos, a segunda é surgir um investidor que consiga vencer a maior barreira, que está nas áreas de liquidação e compensação e, a terceira, que apareça um competir que entenda que o melhor a fazer é não fazer uma concorrência direta mas sim começar a buscar atuar em campos nos quais a B3 não opera, onde há diferencial criando seu próprio ecossistema e não “batendo de frente” com a Bolsa atual.

Oportunidades no saneamento - Como esse é um segmento que passamos a acompanhar mais de perto nos últimos tempos, pode interessar a informação segundo a qual além dos grandes leilões o mercado de água e esgoto tem dezenas de projetos municipais em curso. Ao todo, são 51 licitações do gênero, em diferentes estágios de desenvolvimento. Como muitas ainda estão em estudos iniciais, é difícil calcular o potencial total de investimentos, mas é possível prever que nove desses projetos envolvem ao menos  R$ 3,64 bilhões em obras.

CVM pune menos -  A Comissão de Valores Mobiliários  aplicou apenas R$ 6,5 milhões em multas nos primeiros seis meses de 2021 e encaminhou 36 ofícios aos Ministérios Públicos estaduais e Federal sobre indícios de crimes no mercado financeiro.

O valor é considerado baixo e a falta de dois diretores é apontada como a principal causa da redução de multas. Em todo o ano de 2020 foram R$ 950 milhões em punições.

Previdência privada

Previ: Stieler toma posse e envia mensagem em que sublinha a importância da governança

Fonte(s) primária(s):  portais da PREVI e da revista INVESTIDOR INSTITUCIONAL, jornal VALOR ECONÔMICO e blog  ABRAPP EM FOCO

A Previ informou ontem que Daniel Stieler foi empossado como seu presidente presidente do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. O executivo vai substituir José Maurício Coelho.

 

Em mensagem aos participantes, Stieler sublinhou a importância da governança em sua gestão.

 

“A governança perene é fruto de diversos fatores, como o planejamento estratégico com visão de longo prazo; a gestão de risco e de liquidez efetiva e de uma carteira de investimentos com ativos da economia real; o comprometimento e a primazia do trabalho dos funcionários, que também são associados”.

Baneses prepara plano família -  A Baneses planeja lançar um plano destinado aos cerca de 22,5 mil familiares e dependentes de seus 4,5 mil participantes. 

Previdência Social

Há risco de uma contrareforma da Previdência, alerta Miriam Leitão

Fonte(s) primária(s):  jornal O GLOBO

Além da pandemia e seus altos custos em vidas e recursos, há uma verdadeira contrareforma da Previdência em andamento e que se mostra capaz de comprometer drasticamente a economia potencial sonhada com a reforma realizada em 2019, alerta em sua coluna no jornal a jornalista Miriam Leitão.

Os riscos começam pelo fato de estar empatado em 5 votos a 5 no STF o julgamento que pode permitir a revisão dos benefícios pagos pelo INSS com base em contribuições feitas antes de 1994, algo que poderá custar R$ 46 bilhões em 10 anos, além de envolver cálculos complexos.

São  perigosas também a possibilidade que se abre na Justiça de um menor de idade - mesmo com pai e mãe vivos - herdar uma aposentadoria e a liminar ganha pelos cartórios desobrigando-os de enviar informações detalhadas para o INSS.

RH

Nos EUA empregadores aumentam a pressão sobre os funcionários para que se vacinem

Fonte(s) primária(s):  portais do  IPEA e MONEY TIMES, jornal VALOR ECONÔMICO  e AGÊNCIA BRASIL

As empresas americanas estão aumentando a pressão para que os trabalhadores se vacinem - não necessariamente com medidas mandatórias, mas com fortes maneiras de persuasão. A notícia nos interessa na medida em que as nossas entidades são empregadoras.

 

Por meses, muitos empregadores tentaram convencer seus funcionários a se vacinar contra a covid-19  acenando com dinheiro, folgas e outros prêmios, mas agora estão sendo mais firmes e diretos. É que as empresas passaram a restringir 

as atividades de trabalhadores não vacinados. Ao dar a notícia o jornal relata vários casos.

Por exemplo, a quem se vacinou é permitido trabalhar sem máscara. 

Ipea mostra que cresceu a qualidade média do trabalho na pandemia -  O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou hoje (14) um estudo com indicadores inéditos no Brasil sobre mercado de trabalho e produtividade. Um deles é o Índice de Qualidade do Trabalho (IQT), que analisa dados de escolaridade e de experiência da população ocupada do país.

De acordo com o estudo, a mudança de composição na população ocupada (PO) provocou o crescimento mais acelerado do indicador durante as fases de recessão, com crescimento de 2,7% ao ano entre o primeiro trimestre de 2014 até o quarto de 2016 e de 11,9% a.a. no período do quarto trimestre de 2019 ao segundo de 2020.

Em contrapartida, nas fases de expansão econômica, os percentuais de crescimento médio ficaram entre 0,90% e 1,5% a.a., respectivamente. Conforme o estudo, em períodos de crise há um avanço na proporção relativa de trabalhadores mais qualificados na população ocupada, em razão da maior perda líquida de empregos para os menos escolarizados e com menor grau de experiência.

                                                                                                              ***************************

Newsletter diária com a essência das informações de caráter estratégico encontradas nas mais diferentes mídias e plataformas, para leitura restrita aos diretores e conselheiros da Abrapp. Aos leitores interessados em maiores detalhes aconselhamos buscá-los nas fontes primárias.