
Segunda=-feira, 19 de outubro a
Sexta-feira, 23 de outubro
Só informações estratégicas de interesse dos dirigentes de fundos de pensão. Aqui o leitor encontra a essência, para se informar melhor deve buscar a notícia completa nas fontes primárias apontadas
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NOTÍCIAS DO 47º CBPP
Notícias - CBPP

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Uma nova medida
da aposentadoria feliz
A "capacidade intrínsica " fornece uma nova
métrica da aposentadoria vivida integralmente
Dedicados todo o tempo a oferecer uma aposentadoria de qualidade aos participantes dos planos que administram, a começar mas sem estar limitado ao aspecto financeiro, os dirigentes das entidades fechadas muito provavelmente gostarão de saber do surgimento de uma métrica que aponta o quanto o aposentado está bem de modo geral com a sua saúde. Essa nova medida que abarca tudo atende pelo nome de “capacidade intrínseca”, diz o The New York Times, em texto reproduzido aqui pelo O Estado de S. Paulo.
Os especialistas calculam a capacidade intrínseca de uma pessoa a partir de seu desempenho em 5 subdominios : cognição, locomoção, ou seja força e mobilidade, capacidade sensorial, quer dizer visão e audição, bem-estar psicológico e vitalidade .
Esses estudiosos afirmam que o verdadeiro valor clínico virá do acompanhamento da capacidade intrínseca de uma pessoa ao longo do tempo. Isso poderia permitir aos médicos identificar precocemente sinais de declínio e tomar medidas para interromper ou desacelerar essa trajetória declinante.
Mesmo quando as pessoas são bastante robustas e não tem nenhuma doença, ainda assim pode-se detectar mudanças na capacidade e essa detecção permite começar a pensar antecipadamente. Com isso, os médicos podem intervir muito mais cedo para prevenir os declínios que ocorrem mais tarde na vida.
Fontes: The New York Times + O Estado de S. Paulo +
Alemanha cria poupança previdenciária obrigatória a partir dos 6 anos
Vista como um dos primeiros frutos da atual discussão em torno da reforma da Previdência, o Parlamento alemão aprovou na última sexta-feira a formação de uma poupança obrigatória para crianças a partir de 6 anos, que de 2027 em diante receberão 10 euros mensais (R$ 57) até completar 18 anos. O valor acumulado estará disponível para saque no futuro, no momento da aposentadoria.
As famílias poderão adicionar os valores que desejarem aos montantes depositados pelo governo. E, claro, o próprio beneficiário poderá fazê-lo, a partir do momento em que se tornar adulto. A iniciativa ainda precisa passar pela Câmara Alta, o Bundesrat, onde não é esperado que venha encontrar resistências.
Fontes: Deutsche Welle + Folha de S. Paulo +
Valia implanta novo programa de sucessão
Elaborado na primeira metade deste ano, o Programa de Gestão de Posições Críticas e Prontidão Sucessória da Valia, já ganhou vida neste segundo semestre, em meio a uma forte expectativa que é fruto direto de sua indiscutível importância. A fundação não está sozinha: outras entidades como a Infraprev também vive sua experiência em matéria de modelos sucessórios e pesquisa recente já mostrou que perto de 15% das entidades respondentes possuíam uma política formal de sucessão do diretor-presidente aprovada pelo Conselho Deliberativo.
Patrícia Saboya, Gerente de Gente, Cultura e Felicidade Corporativa da Valia, indica que sua entidade tem realizado algo muito além do que já vinha sendo feito anteriormente, como mapear possíveis sucessores para cargos chave. Trata-se agora de tornar esse processo mais estruturado, formal e conectado às necessidades futuras. O movimento ganhou impulso em 2025, a partir de uma recomendação da Previc para o fortalecimento das diretrizes relacionadas à remuneração executiva e à sucessão dos dirigentes.
A partir dessa recomendação, decidiu-se ir além da adequação formal. A reflexão foi ampliada para conectar sucessão, estratégia futura, cultura organizacional, desenvolvimento de talentos e sustentabilidade do negócio. Desse movimento nasceu uma política própria de remuneração executiva e sucessão e, de forma complementar, o novo programa. Leia a matéria na íntegra em Valia implanta novo programa de sucessão – Blog Abrapp Em Foco
Fontes: Blog Abrapp em Foco +
Previdência aberta cai até agosto, mas já reage
O mercado de seguros arrecadou R$ 281,27 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, crescimento nominal de apenas 0,49% em relação aos R$ 279,90 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Descontada a inflação, o resultado representa uma queda real de 3,72%.
Os produtos de acumulação, que incluem VGBL, PGBL e previdência aberta em geral, registraram contribuições de R$ 105,55 bilhões nos oito primeiros meses de 2026, queda nominal de 5,54% e real de 9,50%.
O VGBL, principal produto desse mercado, respondeu por R$ 94,88 bilhões em contribuições, retração nominal de 7,05% e real de 10,95%. Os resgates chegaram a R$ 85,52 bilhões, enquanto os benefícios somaram R$ 240 milhões, resultando em captação líquida positiva de R$ 9,12 bilhões.
O PGBL apresentou comportamento diferente, com crescimento nominal de 13,29% e real de 8,61%, alcançando R$ 8,71 bilhões em contribuições. Entretanto, os resgates e benefícios superaram as entradas, produzindo captação líquida negativa de R$ 1,59 bilhão.
Na previdência aberta vista de forma geral, as contribuições somaram R$ 1,95 bilhão, queda nominal de 1,19%, com captação líquida negativa de R$ 1,67 bilhão. Considerando os três produtos, a arrecadação superou os pagamentos de resgates e benefícios em R$ 5,86 bilhões no acumulado até agosto.
Mas uma segunda fonte traz uma outra forma de ver o cenário, ao focar separadamente os números dos últimos meses.
É que os planos de previdência privada aberta fecharam agosto com saldo líquido positivo de R$ 1,93 bilhão, resultado de captações de R$ 13,43 bilhões e resgates de R$ 11,50 bilhões. Foi o segundo mês consecutivo de resultado positivo do segmento, que inclui os planos VGBL, PGBL e tradicionais.
As matérias podem ser lidas na íntegra em
Previdência aberta capta R$ 13,43 bi e ganha fôlego em agosto – Revista Investidor Institucional
Fontes: Sonho Seguro + Investidor Institucional +
DeepSeek atualiza o seu modelo de IA
A DeepSeek, concorrente da Anthropic e OpenAI, . lançou neste fim de semana atualização que torna seu modelo de inteligência artificial (IA), segundo ela, ainda mais rápido.
A companhia afirma que a atualização oferece “melhor desempenho em benchmarks, conclusão mais rápida de tarefas e respostas mais curtas do que a versão anterior”. O modelo já está disponível na internet, no aplicativo da DeepSeek e na plataforma da empresa voltada a desenvolvedores.
As matérias podem ser lidas na íntegra em
DeepSeek atualiza modelo de IA e intensifica disputa com concorrentes dos EUA
Fontes: Bloomberg + O Globo + TecStudio +
Justiça Federal torna réus 12 ex-executivos da Americanas
Por menor que tenha sido o impacto do caso sobre o nosso segmento, interessa saber que a Justiça Federal do Rio de Janeiro, através de sua 6ª Vara Criminal, acolheu denúncia do Ministério Público Federal e tornou réus 12 ex-executivos das Lojas Americanas acusados de envolvimento na cometida;
A denúncia, que levou a empresa a pedir recuperação judicial por força de bilhões de reais em dívidas, foi feita em 2025 e aceita apenas agora.
Fontes: O Estado de S. Paulo + O Globo + Folha de S. Paulo
Ainda professora ao completar 102 anos
16/10 - Aracy de Teixeira Lyra, perto de completar 102 anos em novembro. vai três vezes por semana à escola que dirige na zona norte do Rio, para trabalhar. Levanta cedo, chega ao colégio por volta das 9h. “Ainda me sinto jovem para trabalhar”, diz sorrindo.
A rotina se repete todas as segundas, quartas e sextas-feiras. Aracy é a diretora da escola que ela mesma fundou há 73 anos, em 1953.
A escola fica em Marechal Hermes, na zona norte do Rio. Lá, Aracy é celebridade e recebe homenagens com frequência. Formou gerações da mesma família e serviu de inspiração para alunos que hoje viraram colegas de profissão.
Recentemente uma aluna de 6 anos correu em sua direção e falou: ‘Meu avô foi seu aluno. Como ele faz para entrar em contato com a senhora?’”, lembra. Os assinantes podem ler a matéria na íntegra em Ela tem 101 anos e dirige a escola que fundou há sete décadas: ‘Ainda me sinto jovem para trabalhar’ - Estadão
Fontes: O Estado de S. Paulo +
Fundos de pensão: Os desafios serão maiores nos planos maduros
16/10 - Os novos cortes esperados nos juros, somados a elevada concentração dos investimentos na renda fixa, notadamente em títulos públicos, são fatores que deverão reforçar os desafios a serem enfrentados pelos fundos de pensão brasileiros daqui para a frente. É assim que o jornal Valor Econômico abre a extensa entrevista que publica hoje (16) com o Diretor-Presidente da ABRAPP, Devanir Silva.
Isso significa que as entidades fechadas terão que administrar carteiras cada vez mais maduras, preservar os retornos contratados durante o período de juros elevados e garantir liquidez para honrar benefícios que continuarão sendo pagos por décadas. Ao mesmo tempo em que, nota Devanir, a elevada proporção de benefícios concedidos exigirá uma gestão rigorosa dos ativos e passivos, diante do aumento da longevidade, uma vez que 91,8% das provisões matemáticas já correspondem a benefícios concedidos.
Os desafios, claro, e o jornal desfila números mostrando isso, serão mais sentidos nos planos de benefícios definidos.
Para Devanir, embora a concentração em renda fixa, especialmente em títulos públicos indexados à inflação, seja compatível com a necessidade de previsibilidade e segurança no pagamento dos benefícios, a perspectiva de redução dos juros aumenta a importância da diversificação dos investimentos.
Segundo a Abrapp, a quantidade de planos com déficit passou de 138, em dezembro de 2025, para 184, em junho de 2026, alta de 33,3%. O déficit agregado, porém, cresceu em proporção bem menor, de R$ 20,9 bilhões para R$ 22,2 bilhões, avanço de 6,2%. No total geral, o sistema mantinha resultado líquido positivo de R$ 19,2 bilhões em junho. Devanir explica que essa diferença sugere que parte dos planos que passaram à condição deficitária apresenta desequilíbrios relativamente pequenos, mas também já é sinal da perspectiva de juros menores, diante da revisão das premissas atuariais. O jornal ouviu também algumas entidades e consultores, sendo que os assinantes podem ler a matéria na íntegra em Fundos de pensão têm desafio de gerir R$ 700 bi em planos maduros | Finanças | Valor Econômico
A propósito, o mesmo jornal e também a Folha de S. Paulo dizem hoje (16) terem economistas piorado as projeções para o déficit primário do governo central e a dívida pública em 2026.
A mediana das expectativas para o déficit primário em 2026 passou de R$ 52,27 bilhões, em setembro. para R$ 53,05 bilhões , em outubro.
Os assinantes podem ler as matérias na íntegra em
Economistas elevam previsão de déficit em 2026 - 15/10/2026 - Economia - Folha
Fontes: Valor + Folha de S. Paulo +
O longo prazo venceu na renda fixa em setembro
OBA
16/10 - Os índices que acompanham títulos públicos de prazo mais longo tiveram os melhores retornos em setembro, conforme mostram os dados da Anbima. O destaque ficou com o IMA-B 5+, que acompanha as NTN-Bs com vencimento superior a cinco anos e registrou alta de 3,83% no mês, acumulando 8,85% em 2026. No consolidado, o IMA (Índice de Mercado Anbima), que reúne aqueles marcados a mercado, apresentou rentabilidade de 1,72% no mês e 10,11% no acumulado do ano.
"A boa performance dos ativos de maior prazo pelo segundo mês consecutivo sugere que o mercado já começa a incorporar a perspectiva de juros mais baixos no médio e longo prazo. Nesse contexto, os níveis atuais das taxas continuam oferecendo prêmios atrativos, especialmente nos vencimentos mais longos", afirma Marcelo Cidade, economista da Anbima.
Os ganhos observados em setembro não se concentraram apenas nas NTN-Bs mais longas. O IRF-M 1+, composto por títulos prefixados com prazo superior a um ano, avançou 2,41% no mês e acumula 8,81% em 2026. Já o IMA-B 5, que reúne as NTN-Bs com vencimento de até cinco anos, apresentou rentabilidade de 2,01% em setembro e soma 11,37% no ano, o melhor desempenho entre os subíndices do IMA em 2026.
Entre os ativos de menor prazo, o IRF-M 1, formado por títulos prefixados com vencimento de até um ano, avançou 1,09% no mês e acumula 2,43% no ano. Já o IMA-S, que reflete a carteira das LFTs marcadas a mercado, registrou alta de 1,06%, o menor desempenho mensal entre os subíndices, mas mantém retorno de 10,62% no acumulado de 2026.
Fontes: Anbima +
CandPrevic : Entidades recebem alerta e orientação
16/10 - A Previc alertou ontem as entidades sobre a necessidade de atualização de dados no sistema do Cadastro Nacional de Dirigentes (CandPrevic). As orientações compreendem a inserção de informações não registradas, pendentes desde janeiro último.
De forma imediata, as EFPC devem focar na atualização dos dados referentes à “Pessoa Física” de diretores e conselheiros. Especialmente nos campos: “Documentos”, “E-mails”, “Telefones”, “Endereços”, “Formação”, “Experiência Profissional” e “Certificado”. Entidades enquadradas nos segmentos S3 e S4 precisam atualizar, também, dados relativos aos mandatos dos membros dos conselhos deliberativo e fiscal.
Caso a EFPC informe datas de mandatos coincidentes, como dois mandatos de conselheiros com períodos similares, para a mesma pessoa física, o sistema apresentará mensagem de erro. Desse modo, os campos “Data Inicial do Mandato”/ “Data Final do Mandato” devem ser preenchidos conforme previsto no estatuto. Por sua vez, os campos “Início de Exercício” / “Fim de Exercício” dizem respeito ao período em que o dirigente efetivamente exerceu a atividade.
Fontes: Blog Abrapp em Foco + Portal da Previc +
INSS estende telemedicina a 715 unidades
16/10 - Ao todo 715 unidades do INSS ofereceram perícias médicas por telemedicina (videoconferência) entre julho e outubro últimos. O segurado precisa ir atéo posto indicado do Instituto, que estará equipado com computador, câmera e conexão à internet, sendo que o médico perito que irá atendê-lo poderá estar em outra localidade.
O procedimento inclui checagem de documentos de identificação, laudos, exames e relatórios médicos apresentados pelo segurado.
Fontes: Jornal EXTRA (RJ) + O Dia (RJ) + Jornal de Brasília +
Cibercrime : vítimas de violação de dados já pagam custo médio de R$ 7,4 milhões
16/10 - O custo médio pago pelas vítimas de uma violação de dados no Brasil atingiu o recorde de R$ 7,44 milhões em 2026. O valor representa uma alta de 3,5%.
Tal resultado partiu de uma amostra de 42 organizações brasileiras, entre março de 2025 e fevereiro de 2026. Além disso, o levantamento indica que uma em cada quatro ações criminosas já conta com apoio de inteligência artificial (IA).Saiba mais lendo a matéria na íntegra em Custo de vazamento de dados bate recorde no Brasil e chega a R$ 7,4 milhões - Estadão
Fontes: TecMundo +
EFPCs mostram a sua força
15/10 - Tradicionalmente realizada alguns dias antes de nosso maior evento anual, a entrevista coletiva concedida ontem pela ABRAPP à imprensa, tão perto da abertura do 47º CBPP, mostrou que os ativos das entidades fechadas de cresceram cerca de 82% em termos nominais nos últimos dez anos, passando de R$ 790 bilhões, em 2016, para R$ 1,438 trilhão em junho de 2026. O volume equivale atualmente a cerca de 11% do PIB brasileiro.
“Quando olhamos uma série de dez anos, fica mais clara a dimensão que a previdência complementar fechada alcançou no Brasil. É um patrimônio formado para garantir benefícios no longo prazo, mas que também tem um papel relevante na economia brasileira. Esse crescimento mostra a solidez do sistema e, ao mesmo tempo, aumenta nossa responsabilidade de ampliar a cobertura e levar a proteção previdenciária a uma parcela maior da população”, afirmou Devanir Silva (foto), diretor-presidente da Abrapp.
A carteira de investimentos das EFPC somava R$ 1,362 trilhão em junho último, com uma concentração crescente em renda fixa. A modalidade representava 86,1% das alocações, ou seja R$ 1,173 trilhão, ante 85,2% no encerramento de 2025, 82,9% em 2024 e 75,7% em 2021.
Do total aplicado em renda fixa, R$ 264,1 bilhões estavam em títulos públicos e R$ 900,7 bilhões em fundos de investimentos classificados no segmento. No sentido oposto, a participação da renda variável recuou de 15,8% da carteira em 2021 para 6,7% em junho de 2026. Ao final do primeiro semestre, eram R$ 91,3 bilhões nessa classe de ativos, dos quais R$ 55,7 bilhões aplicados diretamente em ações.
“A previdência complementar trabalha com horizontes de décadas, e isso exige disciplina na gestão dos recursos. A elevada participação da renda fixa reflete as condições atuais de mercado e a necessidade de buscar uma relação adequada entre retorno, risco e os compromissos de longo prazo dos planos. Mesmo em cenários de maior volatilidade, o foco permanece na segurança e na sustentabilidade dos benefícios”, afirma Devanir.
Ativos dos fundos de pensão podem chegar a R$ 1,51 trilhão em 2026, com resultado positivo de R$ 33 bilhões. Para o encerramento de 2026, a Abrapp estima que os ativos das entidades fechadas de previdência complementar possam alcançar R$ 1,51 trilhão. Para a rentabilidade, o Consolidado Estatístico trabalha com três cenários, que variam principalmente de acordo com o comportamento da renda variável: 11,70% no Cenário I, 14,00% no Cenário II e 14,77% no Cenário III.
No Cenário II, utilizado como referência pela Associação, a rentabilidade de 14% estaria associada a um superávit estimado em aproximadamente R$ 52 bilhões e déficit de R$ 19 bilhões, resultando em uma diferença positiva da ordem de R$ 33 bilhões. Nos demais cenários, essa diferença poderia variar entre R$ 28 bilhões e R$ 37 bilhões, acompanhando as diferentes hipóteses de rentabilidade da carteira.
A expectativa para o encerramento do ano reforça uma evolução que já aparece nos números do primeiro semestre. Em junho, 415 planos apresentavam superávit acumulado de R$ 41,4 bilhões, enquanto 184 registravam déficit de R$ 22,2 bilhões. Em 2024, os superávits somavam R$ 21,6 bilhões e os déficits, R$ 30,5 bilhões, indicando uma melhora relevante do quadro nos últimos dois anos.
Outro indicador da solidez do sistema é o índice de solvência dos planos de Benefício Definido (BD), que alcançou 102% em junho de 2026, considerando a média ponderada dos planos.
“Trabalhamos com diferentes cenários porque o comportamento dos mercados ainda pode influenciar os resultados até o final do ano. No cenário de referência, projetamos rentabilidade de 14%, ativos da ordem de R$ 1,51 trilhão e uma diferença positiva entre superávits e déficits próxima de R$ 33 bilhões. Somados ao índice de solvência acima de 100%, são números que demonstram a robustez e a maturidade alcançadas pela previdência complementar fechada, com entidades estruturadas, governança consolidada e gestão profissional de recursos destinados primordialmente ao pagamento de benefícios”, afirma Devanir Silva, diretor-presidente da Abrapp.
Os dados do primeiro semestre também mostram uma posição favorável no equilíbrio dos planos. Em junho de 2026, 136 EFPC, reunindo 415 planos, apresentavam superávit acumulado de R$ 41,4 bilhões. No mesmo período, 84 entidades, com 184 planos, registravam déficit de R$ 22,2 bilhões. Isso significa que, entre os planos registrados nessas duas situações, havia mais de dois planos superavitários para cada plano deficitário.
A evolução também é positiva na comparação histórica recente. O volume de superávits passou de R$ 21,6 bilhões em 2024 para R$ 38,3 bilhões em 2025 e R$ 41,4 bilhões em junho de 2026. No mesmo intervalo, os déficits recuaram de R$ 30,5 bilhões em 2024 para R$ 20,9 bilhões em 2025, situando-se em R$ 22,2 bilhões no primeiro semestre deste ano.
“Os números mostram uma evolução importante do sistema. Temos hoje um número significativamente maior de planos em situação superavitária e, quando olhamos para os déficits, observamos que a maior parte está concentrada em um grupo bastante reduzido de planos. É importante analisar essas situações individualmente, porque superávits e déficits refletem realidades atuariais específicas. O conjunto dos dados, no entanto, reforça a solidez e a maturidade alcançadas pela previdência complementar fechada”, afirma Devanir.
Sistema alcança 8,4 milhões de pessoas - Além da dimensão financeira, a previdência complementar fechada alcança aproximadamente 8,4 milhões de pessoas, considerando participantes ativos, dependentes e assistidos. São cerca de 3,27 milhões de participantes ativos, 4,21 milhões de dependentes e 873 mil assistidos.
Entre os participantes ativos, 63,56% são homens e 36,44% mulheres. A maior concentração está entre 35 e 54 anos: somados homens e mulheres, esse grupo corresponde a 57,15% dos participantes da amostra analisada. Entre os aposentados, 71,76% são homens e 28,24% mulheres. Já entre os beneficiários de pensão, a relação se inverte: 90,4% são mulheres e 9,6% homens.
A composição do sistema também revela diferenças entre as modalidades. Os planos de Contribuição Definida (CD) representam 47% dos planos e 47% da população, enquanto os planos de Benefício Definido (BD), apesar de corresponderem a 25% dos planos e 22% da população, concentram 54% dos ativos. Os planos de Contribuição Variável (CV) representam 28% dos planos, 31% da população e 30% dos ativos.
Em 2025, as entidades pagaram R$ 82 bilhões em benefícios. A aposentadoria programada teve valor médio mensal de R$ 8.261; a aposentadoria por invalidez, R$ 3.457; e as pensões, R$ 4.438.
“Temos milhões de brasileiros protegidos pelo sistema, mas ainda existe um contingente muito maior que está fora ou insuficientemente protegido. O Brasil convive hoje com essas duas realidades: de um lado, milhões de trabalhadores sem proteção previdenciária adequada e, de outro, um sistema de previdência complementar fechada sólido e maduro. Ampliar a cobertura é, ao mesmo tempo, uma agenda de inclusão social e de sustentabilidade econômica”, afirma Devanir.
“Não podemos discutir o futuro da Previdência apenas pelo lado da contenção de despesas. Precisamos olhar também para quem está fora do sistema e criar mecanismos capazes de incorporar esses trabalhadores. É justamente nesse ponto que a previdência complementar fechada pode oferecer uma contribuição relevante”, conclui.
Leia abaixo na íntegra matérias e artigos que ampliam o conhecimento sobre o assunto
Recursos de fundos de pensão devem somar R$ 1,51 tri em 2026, estima Abrapp
Uma Previdência para o novo mundo do trabalho - Gazeta Mercantil Digital
Pesquisa Abrapp: Trabalhadores reconhecem importância da previdência - Associated News Brazil
Recursos de fundos de pensão devem somar R$ 1,51 tri em 2026, estima Abrapp
Fontes: Tamer Comunicação + Blog Abrapp em Foco + Valor + Agência IBGE + Brasil 247 + InvestTalk + Viva + Investidor Institucional +
Bancos não devem incluir expurgos inflacionários em correção de depósitos judiciais, decide STF
OBA
15/10 - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 7 a 2, que os bancos não precisam incluir os valores de expurgos inflacionários na correção monetária de depósitos judiciais. O entendimento fixado nesta quarta-feira, 14, vale para todo o Judiciário e pacifica milhares de processos que tramitam na primeira e na segunda instância.
Com isso, o Supremo derrubou entendimento de 2017 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na ocasião, o STJ estabeleceu que a correção dos depósitos judiciais deve incluir os expurgos inflacionários para preservar o poder de compra.
Leia as matérias na íntegra em
STF afasta expurgos inflacionários na correção de depósitos judiciais
STF dispensa bancos de pagar correção extra em depósitos judiciais
STF decide que bancos não devem incluir expurgos em correção de depósitos judiciais
Fontes: O Estado de S. Paulo + Migalhas + Poder 360 + Correio do Povo (PR) +
Fomento : MEIs batem recordes
OBA
15/10 - Pode ser importante para os formuladores das políticas de fomento da previdência complementar fechada saber que pesquisa do Sebrae revela que 92% dos microempreendedores individuais (MEI) estão atualmente em atividade. É o maior percentual da série histórica, 20 pontos percentuais acima de 2019.
Quase a metade deles (44%) está atuando há mais de cinco anos e a parcela de MEI com mais de 10 anos no mercado aumentou para 19%, também o maior resultado da série.
Leia as matérias na íntegra em
Brasil tem recorde de MEIs em atividade | Monitor Mercantil
Fontes: Agência SEBRAE + Monitor Mercantil (RJ) + Brasil 247 +
RH : nova validação de CPFs no eSocial pode travar a folha
OBA
15/10 - Para profissionais de Recursos Humanos e Departamento Pessoal, a palavra “rejeição” no eSocial costuma causar preocupação. E uma nova Nota Técnica (NT) promete elevar o nível de exigência na qualidade dos dados cadastrais, transformando pequenos erros do passado em dores de cabeça no fechamento da folha.
Software de RH.
A partir de novembro de 2026, a Receita Federal do Brasil (RFB) ampliará a validação dos CPFs de dependentes. Não basta mais ter um formato válido; o eSocial fará a verificação na base da Receita. Para empresas que não se anteciparem, o impacto pode ser direto. O texto pode ser lido na íntegra em Como a nova validação de CPFs no eSocial pode travar a folha de pagamento - Mundo RH
Fonte: Mundo RH +
